MENU

No Brasil e no exterior, frete grátis é determinante para compras on-line

No Brasil e no exterior, frete grátis é determinante para compras on-line

Atualizado: Quarta-feira, 8 Dezembro de 2010 as 10:43

Já faz tempo que o frete grátis tem sido um bom argumento para atrair consumidores do Brasil e do mundo ao universo das compras on-line.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos, com 500 consumidores, no mês de novembro, revelou que 77% deles acreditam ser ao menos importante o frete grátis ao fazer compras on-line.

No Brasil, a realidade não é diferente. "É um fator percebido como desejo pelo consumidor", afirmou o consultor da Câmara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico), Gastão Matos.

O frete grátis

De acordo com ele, a prática do frete grátis começou no Brasil antes dos Estados Unidos, focada em determinados produtos e para entregar em certas regiões.

A lógica era a de compensar financeiramente a compra pela loja virtual. "Começou com esse conceito: ter preço menor ou igual do que o do comércio físico", destacou Matos.

E é esta a conta que o consumidor faz na hora de aderir à compra pela web: se o valor do produto mais o frete não é maior do que apenas o do produto, se a compra for feita na loja física.

Valor e prazo

No Brasil, o valor do frete pode variar de R$ 1 na entrega de um livro a 15% do valor do produto, no caso de uma geladeira, por exemplo.

Matos disse que o preço do frete reflete três fatores: o preço do produto, sua dimensão e o valor agregado, sendo que este último é importante para definir o seguro do transporte da mercadoria.

Em relação ao tempo que se leva para a entrega, ele costuma ser de um a três dias nas grandes capitais e de três a cinco no interior.

"Na alta temporada, o frete é um componente importante. Vende-se nas três semanas que antecedem o Natal o equivalente a oito semanas do comércio eletrônico", disse Matos. É por isso que exatamente no final do ano o consumidor deve planejar suas compras pela web. A demanda é grande e o produto pode não chegar no tempo previsto.

Por: Flávia Furlan Nunes

veja também