MENU

Oferta não deve mudar patamar de negociação de Petrobras

Oferta não deve mudar patamar de negociação de Petrobras

Atualizado: Quarta-feira, 29 Setembro de 2010 as 1:07

A oferta de ações da Petrobras não deve contribuir para mudar o patamar de negociação da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), apesar de ter sido a maior capitalização do mundo. Analistas lembram que o volume total da oferta foi grande, mas que a real quantidade de ações a serem negociadas em Bolsa será bem menor.

A contabilização final da operação ainda não foi divulgada, então não é possível saber com exatidão quantas ações cada investidor levou. Mas Petrobras captou R$ 120 bilhões, sem contar a oferta suplementar, que ainda está em aberto. Desse total, o governo afirmou que comprou R$ 74,8 bilhões. E a oferta não prioritária, que incluiu pessoas físicas e grandes aplicadores, como fundos de investimento que participaram do processo de formação de preço da operação, correspondia a apenas 20% do total, ou R$ 24 bilhões.

Logo após a precificação dos papéis, na semana passada, as negociações com a estatal de petróleo dispararam, mas analistas acreditam que o inchaço é momentâneo. Para ajustar contas e carteiras, os investidores transacionaram os papéis acima da média. O preço das ações foi conhecido na quinta-feira e, no dia seguinte, a estatal negociou nada menos que 27% da Bolsa. Na segunda-feira, esse montante subiu para 34%.

Levantamento feito pelo iG com base em números da Economática mostra que a fatia de Petrobras na Bolsa vem crescendo nos últimos dez anos. A outra empresa mais negociada do mercado de ações, Vale, também ampliou sua participação. Mas a média de Petrobras este ano está bem abaixo dos 34% da segunda-feira: fica em torno de 18,19% (ambas as ações, PN e ON).

Postado por: Guilherme Pilão

veja também