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Os melhores e piores investimentos de 2010

Os melhores e piores investimentos de 2010

Atualizado: Segunda-feira, 20 Dezembro de 2010 as 9:50

O ano de 2010 foi marcado pela escalada da inflação, pelas eleições e pela insegurança em relação à recuperação econômica dos países desenvolvidos. Diante desse cenário, muitos investidores procuraram proteger seus investimentos em aplicações como o ouro e a renda fixa, ao mesmo tempo em que a bolsa amargou perdas. No Brasil, os investimentos que conseguiram superar a inflação foram os títulos de renda fixa atrelados ao IPCA, que deve fechar o ano em 5,8%, ou aqueles ligados ao CDI. Para conter a economia aquecida, o Banco Central elevou os juros de 8,75% para 10,75% ao longo do ano, tendência que deve continuar em 2011. A poupança, por sua vez, quase não conseguirá superar a inflação, mas fechará o ano sem perdas reais.

Em paralelo, a bolsa não foi um bom investimento. Além do fortalecimento da renda fixa, a capitalização envolta de incertezas da Petrobras e a consequente desvalorização de mais de 30% nos papéis da estatal contribuíram para uma queda de 1,29% do Ibovespa neste ano. O bom desempenho de outras empresas do índice, como a Vale, impediram um tombo ainda maior. Com isso, os fundos de ações tiveram, em média, um desempenho bem fraco, e os multimercados se equilibraram na própria flexibilidade. Exceção para os fundos de ações small caps (de empresas com baixo valor de mercado), que viram uma valorização extraordinária em 2010.

No plano internacional, o crescimento da economia americana abaixo do esperado, o grande endividamento de alguns países europeus e o temor dos investidores em relação a uma nova crise levaram a uma forte desvalorização do dólar. Consequentemente, os investidores correram para o ouro, na tentativa de proteger suas aplicações, tornando o metal precioso o mais valorizado do ano.

Entretanto, especialistas acreditam que 2010 não foi um ano repleto de acontecimentos econômicos marcantes. “Este foi um ano com algumas oscilações, mas nenhuma significativa: sem grandes crises e sem muita euforia. Durante o ano inteiro houve altos e baixos, mas nada comparável aos três anos anteriores”, avalia Gilberto Poso, superintendente-executivo de Gestão de Patrimônio do HSBC

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