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País avançou com tripé macroeconômico, diz Meirelles

País avançou com tripé macroeconômico, diz Meirelles

Atualizado: Segunda-feira, 29 Novembro de 2010 as 1:01

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, fez nesta segunda-feira (29) mais um balanço dos avanços da economia brasileira de 2003 a 2010, quando dirigiu o BC, destacando que nesse período houve resgate da confiança dos agentes econômicos do comércio, indústria e sociedade em geral. Para ele, os avanços conquistados pelo país foram resultado do trabalho de fortalecimento do tripé macroeconômico - câmbio flutuante, meta de inflação e superávit primário -, que propiciaram uma maior previsibilidade no plano econômico.

O presidente do BC destacou também os benefícios do aumento das reservas internacionais do país, que segundo ele foram importantes para controlar a volatilidade do câmbio. Ainda de acordo com Meirelles, quando assumiu a presidência do BC, muitos davam prioridade para o crescimento e outros, para a estabilidade.   "As pessoas davam prioridade para crescimento ou para estabilidade como se as duas coisas pudessem andar separadas, mas depois chegamos à conclusão de que elas andam juntas", disse, após participar do 9º Congresso Brasileiro da Construção - Construbusiness 2010, na manhã desta segunda, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na avaliação da autoridade monetária, aumentar as reservas teve um custo. Mas ele salientou que não se deve focar apenas nos custos, mas no benefício final. Meirelles frisou também que de 2003 a 2010 o número de pessoas que ingressaram no mercado financeiro saltou de 8,9 milhões para 25,5 milhões e que a oferta de crédito saiu de 26% para 46,7% do Produto Interno Bruto (PIB). "E tudo isso por causa do aumento da previsibilidade no mercado financeiro e principalmente na construção civil, onde os investimentos são de longo prazo."

Em palestra no evento, Meirelles manteve a previsão do PIB para este ano acima de 7% e lembrou que o número de empregos formais - com carteira assinada - que foram gerados na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atinge a soma de 15 milhões. Além disso, citou que 25,6 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza nesse mesmo período e que até o fim deste ano 36 milhões de pessoas entrarão na classe média.

Para Meirelles, diante de todos esses dados, pode-se concluir que "a economia brasileira foi a que mais cresceu e se fortaleceu durante a crise global".    

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