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Para economistas, aumento do IOF não deve esfriar crédito

Para economistas, aumento do IOF não deve esfriar crédito

Atualizado: Sexta-feira, 8 Abril de 2011 as 9:40

O economista José Dutra Vieira Sobrinho, vice-presidente do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia de São Paulo), afirmou que o aumento do IOF para empréstimos tomados por pessoas físicas de 1,5% para 3% não deve ter impacto imediato na demanda por financiamentos.

"Serão necessárias outras medidas. Parece que há um certo desespero. O governo anuncia uma medida após a outra", afirmou Sobrinho.

Como exemplo, ele diz que um financiamento de R$ 10 mil em 36 parcelas terá uma prestação aumentada de R$ 397,63 para R$ 402,92 ao mês. "Psicologicamente, isso pode ajudar a reprimir a demanda", afirmou o economista.

O economista Carlos Eduardo Oliveira Junior, membro do Conselho Federal de Economia, também disse que não é possível estimar o impacto da medida neste momento. "No longo prazo, o governo talvez tenha que tomar uma medida um pouco maior."

Na noite de hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega elevou o imposto com o objetivo de conter a inflação. O novo IOF vale para todas as modalidades de crédito, incluindo o imobiliário e o rotativo do cartão de crédito. "Estamos moderando o aumento de crédito ao consumidor que, neste início de ano, está crescendo em torno de 20%. É uma velocidade um pouco elevada."

Segundo o ministro, o governo quer "evitar um aumento exagerado da demanda de modo que isso venha a influenciar a inflação". "O governo não vai permitir que a inflação fuja do controle", afirmou.

A medida foi anunciada no mesmo dia da divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de inflação do governo, que em marco teve uma variação de 0,79% em março. No acumulado de 12 meses, até março, o indicador acumula alta de 6,30%, a maior desde novembro de 2008 --quando esse dado chegara a 6,37%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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