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Para Fiesp, bancos devem absorver custo com alta do compulsório

Para Fiesp, bancos devem absorver custo com alta do compulsório

Atualizado: Sexta-feira, 3 Dezembro de 2010 as 4:02

A ressalva foi feita nesta sexta-feira pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que enfatizou as condições que, segundo ele, o setor bancário dispõe para absorver o aumento dos custos provenientes das medidas anunciadas nesta manhã pelo Banco Central (BC).

"Os juros bancários e o spread (diferença entre as taxas pagas pelos bancos na captação de recursos e as cobradas dos clientes nas linhas de crédito) já estão bastante altos. Não é porque se aumentou um pouco o compulsório que, automaticamente, se precise elevar ainda mais as taxas a pessoas físicas e jurídicas. Já existe uma gordura nessas operações", afirmou Skaf após participar de encontro com entidades do setor produtivo e da sociedade civil na Fiesp, em São Paulo. Em sua avaliação, as alterações anunciadas hoje pelo BC não terão impacto nas vendas de final de ano.

"O Natal já está aí e essas medidas não têm reflexo imediato. Neste ano, não haverá nada negativo (para o comércio e a indústria)", comentou, complementando que o crédito vem crescendo a um ritmo de 25% ao ano. Para Skaf, o que não pode acontecer é uma nova alta na taxa básica de juros (Selic). Não estou dizendo que estou de acordo com as medidas do BC, mas o que não podemos permitir é aumento na Selic", concluiu. O Banco Central elevou de 15% para 20% o compulsório sobre depósitos a prazo e de 8% para 12% a alíquota adicional de compulsório sobre depósitos à vista e a prazo.    

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