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Para Pimentel, caso Pão de Açúcar virou "tsunami" em copo de água

Para Pimentel, caso Pão de Açúcar virou "tsunami" em copo de água

Atualizado: Quinta-feira, 30 Junho de 2011 as 4:24

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou nesta quinta-feira, em São Paulo, que está sendo feito um "tsunami em copo d'água" em torno da eventual fusão das redes varejistas Carrefour e Pão Açúcar.

"Não existe nenhuma operação realizada ainda. Ela [fusão] está sendo enquadrada pelo BNDES, o que significa que o banco aceitou examiná-la", disse Pimentel durante almoço com empresários promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil.

O ministro também defendeu que a possível injeção de capital na empresa resultante da união não sairia dos cofres públicos. "A fusão está sendo analisado pelo BNDESpar, que trabalha com recursos próprios, não com dinheiro público", disse ele.

Indagado sobre o desvio de foco do BNDES, cujo objetivo é garantir investimentos de caráter social, Pimentel afirmou que "a viabilização de um grupo internacional com maioria de capital na mão de brasileiros interessa ao país".

Pimentel evitar repetir as críticas aos bancos brasileiros. O ministro declarou ontem que o BNDES participa desse tipo de operação porque os agentes financeiros brasileiros não se interessam por elas.

Além disso, o ministro disse que a relação do empresário Abilio Diniz, presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar, com o governo "não tem nada a ver o negócio". "Vários outros empresários brasileiros participam do conselho", disse ele.

Abilio é membro do conselho de desenvolvimento econômico e social da presidência da República e apoiou publicamente a campanha de Dilma Rousseff.

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