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Parcela de famílias com contas em atraso cai a nível recorde

Parcela de famílias com contas em atraso cai a nível recorde

Atualizado: Segunda-feira, 28 Novembro de 2011 as 3:05

A parcela de famílias paulistanas com contas atrasadas ficou em 8% em novembro, aponta nesta segunda-feira (28) pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), por meio da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor. A queda foi de 2,8 pontos porcentuais. É o resultado mais baixo desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em fevereiro de 2004, além de ser a primeira vez que o indicador registra um número com menos de dois dígitos.

Outro recorde de baixa foi o total de famílias que não terão condições de pagar total ou parcialmente suas dívidas. Só 3,3% dos paulistanos encontram-se nessa situação.

A manutenção do elevado nível de emprego e o crescimento de cerca de 5% na massa salarial desde o começo do ano colaboraram para o cenário, avalia a assessoria técnica da FecomercioSP, em nota.

De acordo com a pesquisa, entre as 287,4 mil famílias com contas atrasadas na cidade de São Paulo, 20,5% têm contas vencidas há 30 dias e 26,9%, entre 30 e 90 dias. Entretanto, a maior parte das famílias com contas atrasadas, 49,1%, têm contas vencidas há mais de 90 dias.

Dívidas

Ainda segundo a pesquisa, 41% das famílias na capital paulista estão endividadas em novembro. O resultado é o menor desde outubro de 2009, quando a pesquisa registrou que 40,9% das famílias paulistanas estavam endividadas.

O cartão de crédito é o principal meio utilizado para adquirir as dívidas, sendo que 76,3% dos paulistanos têm dívidas devido às compras pagas dessa maneira. Quase um quarto das famílias paulistanas, 22,4%, assumiram dívidas nos carnês e 11,4%, no crédito pessoal.

O financiamento de carro também é bastante comum: 8,4% dos endividados estão pagando pela aquisição de um carro, enquanto somente 1,1% estão financiando uma casa.

Comprometimento

A maior parte dos endividados, 57,1%, comprometeu de 11% a 50% da renda familiar, 20,1% comprometeram menos de 10% e, 16,3% comprometeram mais de metade da renda familiar.        

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