MENU

PepsiCo: interesse pela Rússia desde os tempos de URSS

PepsiCo: interesse pela Rússia desde os tempos de URSS

Atualizado: Quinta-feira, 2 Dezembro de 2010 as 3:38

Ao anunciar nesta quinta-feira a compra da fabricante russa de sucos e lácteos Wimm-Bill-Dann por US$ 3,8 bilhões (o equivalente a R$ 6,5 bilhões, em valores atuais), a PepsiCo não apenas se posiciona como a maior empresa de bebidas e alimentos do emergente mercado russo: sob o comando da indiana Indra Nooyi, ela também se reforça em um país que conhece desde muito antes de ver lá sua concorrência mais direta.

A presença da companhia na Rússia remete aos tempos em que a finada União Soviética tinha Nikita Khrushchev como mandatário. Foi em 1974 esse primeiro passo em solo russo - ou, no caso, o então solo soviético. A Coca-Cola demorou 15 anos para ficar disponível ao público local - e, para isso, dependeu de uma carona do McDonald's, que naquele ano abriu seu primeiro restaurante em Moscou.

O interesse da PepsiCo pela Rússia é antigo, e o movimento capiteneado pela aquisição anunciada nesta quinta-feira tampouco é solitário. Na última década, a empresa investiu US$ 3 bilhões no país. A compra mais recente havia ocorrido em 2008, quando a companhia abocanhou uma fatia OAO Lebedyansky, maior fabricante de sucos da Rússia.

Em entrevista nesta quinta-feira ao canal de televisão norte-americano CNBC, Hugh Johnston, principal executivo financeiro da PepsiCo, deu mostras do interesse da empresa pelo ascendente mercado consumidor russo. "O país tem uma classe média emergente muito grande", afirmou. A compra também reforça os esforços para atingir outra meta: a de elevar para US$ 30 bilhões de faturamento com produtos nutritivos até 2020.    

veja também