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Pesquisa mostra as melhores opções de supermercados conforme o perfil do consumidor

Pesquisa mostra as melhores opções de supermercados conforme o perfil do consumidor

Atualizado: Sexta-feira, 5 Setembro de 2008 as 12

Pesquisa mostra as melhores opções de supermercados conforme o perfil do consumidor 

A melhor compra de supermercado nem sempre leva em conta apenas o menor preço. Ela varia de acordo com o perfil do consumidor, e por isso, o quarto levantamento anual de preços dos supermercados brasileiros, feito pela PRO TESTE - Associação de Consumidores, destaca a ampliação da oferta de serviços, como: compra pela internet; opções de pagamento com cartões de crédito ou débito; estacionamento e atendimento 24 horas.

Para quem não abre mão dos menores preços na hora da compra o levantamento mostra as variações de preços por regiões de 13 cidades brasileiras em 9 estados. Paraná foi o estado onde a cesta variou menos em relação aos preços apurados no ano passado, 9,43%; Santa Catarina, 10,02%; São Paulo ,10,71%; Distrito Federal, 10,99%; Minas Gerais, 11,17%; Pernambuco, 11,46%; Rio Grande do Sul, 12,40%; Bahia, 12,67%; e Rio de Janeiro, 13,01%.

Para o consumidor de São Paulo, por exemplo, que não faz questão de marca e procura os melhores preços uma boa surpresa: o valor da Cesta 2, baseada em produtos mais baratos, foi de R$ 136,53, o menor preço encontrado em todas as cidades pesquisadas.

Já no Rio de Janeiro, que obteve o maior valor, a cesa 2 atingiu R$ 389,59. Nos preços estão incluídos os impostos que incidem sobre bens alimentícios, como o ICMS, que variam de estado para estado. O peso da compra da mesma cesta no bolso dos consumidores é afetado principalmente por essa variação nos impostos.

Com relação a cesta 1, que inclui produtos de marca, no levantamento deste ano, o Rio de Janeiro desbancou Salvador, que anteriormente tinha a cesta mais barata desses produtos. Isso ocorreu devido à inclusão do supermercado Atacadão na pesquisa. Essa rede também apresentou bom desempenho em outras cidades, como São Paulo, Salvador, Jaboatão dos Guararapes e Olinda. São lojas que além da venda no atacado também vendem no varejo, mas sem as comodidades de redes tradicionais.

Os preços nos supermercados das principais cidades brasileiras variam tanto que, às vezes, atravessar a rua pode representar a economia de centenas de reais por ano. Em São Paulo, por exemplo, na Avenida Imirim, a Cesta 1 variou 20 pontos.

Outras constatações da pesquisa

Lojas de conveniência só devem ser utilizadas, como o nome já diz, em situações especiais, pois podem encarecer as compras em até R$ 2,7 mil por ano.

A comodidade de comprar pela internet não encarece muito a compra em relação ao preço das lojas físicas, mas é preciso computar a taxa de entrega.

Melhores ofertas

Há muitas diferenças, inclusive, entre lojas de uma mesma rede. Na comparação entre as lojas mais baratas para a cesta 1, com produtos de marcas definidas, das 13 cidades pesquisadas, constatou-se que as melhores ofertas de preços se verificaram em:

Belo Horizonte - Uberaba (Planalto), Luana/Rede Smart (Jardim Leblon) e Paranaíba (Planalto);

Brasília - Carrefour (Asas Norte e Sul) e Wal-Mart (Asa Sul);

Porto Alegre - Big (Sarandi), Bom (Cristal) e Carrefour (Passo D'Areia);

Curitiba - Big (Pinheirinho) e Mercadorama (Juvevê e Centro Cívico);

Florianópolis - Big (Santa Mônica e Capoeiras) e Bistek (Costeira do Pirajubaé);

Rio de Janeiro - Atacadão (Vicente de Carvalho), Real do Éden ( Cocotá - Ilha do Governador) e Mundial (Recreio);

Niterói - Carrefour (Centro) , Intercontinental (Centro) e Prezunic (Icaraí);

Salvador - Atacadão e Mercantil (Calçada) e Atacadão (Cabula);

Olinda - Atacadão (Guadalupe), Compre Bem (Jardim Atlântico) e Extrabom (Casa Caiada);

Jaboatão dos Guararapes - Atacadão (Piedade), Todo Dia (Prazeres) e Leve Mais (Cajueiro Seco);

Recife - Bom Preço (Paulista), RZ (Santo Amaro) e Prazeres (Boa Viagem);

São Paulo - Atacadão (São Miguel e Vila Maria ), Assai - Vila Sônia;

Guarulhos - Nagumo (Vila Nova Cumbica) e Dia (Gopouva e Vila Galvão).

Metodologia

A pesquisa foi feita entre fevereiro e março deste ano, com cerca de 100 produtos alimentícios, de higiene, hortigranjeiros e de limpeza, em 1.010 estabelecimentos. O estudo se baseou no custo para a aquisição de duas cestas de produtos. Uma com produtos de marcas definidas, a cesta 1 e outra com os produtos das marcas mais baratas, a cesta 2.

Foram comparados os pontos-de-venda visitados para apontar o supermercado mais barato. E, tomando esse local por base, a indicação de quanto os demais são mais caros. A lista não traz os preços por produtos. As tabelas mostram a comparação entre os estabelecimentos visitados. O ponto-de-venda mais barato recebe o índice 100, os demais recebem o índice proporcional ao custo de suas respectivas cestas. Com essa metodologia, foi possível ainda comparar as redes de supermercados, hipermercados, hard discount e lojas de conveniência.

Para calcular o custo de cada cesta, foi considerada a relevância de cada produto nos hábitos de consumo do brasileiro.

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