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PIB supera expectativa e Mantega revisa para até 6,5% expansão de 2010

PIB supera expectativa e Mantega revisa para até 6,5% expansão de 2010

Atualizado: Terça-feira, 8 Junho de 2010 as 11:47

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (8), por meio de sua assessoria de imprensa, que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deste ano, que cresceu 2,7% sobre os três últimos meses de 2009 e 9% sobre os três primeiros meses do ano passado, superou as expectativas.

''Fiquei muito satisfeito com o resultado. Foi mais do que eu esperava. Eu esperava 2,5% [de crescimento sobre o último trimestre de 2009]'', disse. Mantega acrescentou que, com o resultado acima do projetado anteriormente, a sua estimativa de expansão para todo este ano, que era de até 6%, subiu para até 6,5%.

''Caminhamos para um crescimento sustentável. Não podemos esquecer a base de comparação. A indústria, por exemplo, teve um crescimento negativo em 2009. Em 2010, a economia brasileira deverá ter um crescimento de 6% a 6,5%”, disse ele.

Resultado mostra ''vigor'' da economia

Segundo Mantega, o resultado do PIB  mostra que a economia brasileira teve uma das melhores recuperações do mundo no que se refere à crise financeira internacional registrada em 2009.

''O resultado faz parte de um conjunto de medidas de políticas monetária [quedas de juros feitas no ano passado] e fiscal [reduções de impostos] que foram muito bem sucedidas. Na comparação internacional, apenas a China teve um crescimento dessa magnitude. O resultado mostra o vigor e o dinamismo da economia brasileira'', avaliou ele.

''Auge'' da retomada do crescimento

O ministro da Fazenda destacou ainda a ''qualidade do crescimento'' apresentado, citando o crescimento da indústria (4,2%) e da taxa de investimentos (7,4%) na comparação com o quarto trimestre de 2009. Em relação ao primeiro trimestre de 2009, o investimento cresceu 18%.

''Eu diria que o primeiro trimestre foi o auge da retomada do crescimento. Todos os estímulos estavam em vigor: as desonerações do IPI, a redução do compulsório dos bancos e a taxa de juros, que estava em seu menor patamar. Ainda tivemos os estímulos dos gastos do governo. Eu também destacaria o aumento do consumo das famílias'', disse ele.

Desaquecimento no segundo trimestre

No segundo trimestre, segundo avaliação do ministro da Fazenda, já há dados de ''desaquecimento''. ''O crescimento no ano vai ficar alto, mas a taxa já está decrescente. Temos a volta dos impostos, que vai fazer a demanda cair, a volta do compulsório e a taxa de juros, que já subiu 0,75%, a maior alta de todos os países. Além disso, tivemos o corte de R$ 10 bilhões nos gastos do governo'', avaliou.

Crise europeia

A crise europeia, na análise do ministro Guido Mantega, é outro fator que ajudará no desaquecimento da economia brasileira, uma vez que ela que diminui a disponibilidade de crédito para o país e dificulta a rolagem da dívida das empresas. ''Também vai dificultar os IPOs [oferta inicial de ações na bolsa de valores] e vai diminuir a abertura de capital das empresas'', disse ele.

Por Alexandro Martello

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