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Poupança 'perde' R$ 3 bilhões no 1º semestre, pior resultado em 5 anos

Poupança 'perde' R$ 3 bilhões no 1º semestre, pior resultado em 5 anos

Atualizado: Quarta-feira, 6 Julho de 2011 as 12:11

As retiradas de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 3 bilhões no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central nesta terça-feira (6). Foi a maior retirada líquida de recursos para os seis primeiros meses de um ano desde 2006 - quando R$ 8,16 bilhões foram sacados.

Em junho, porém, houve o ingresso de R$ 220 milhões na mais tradicional modalidade de investimentos do país. Mas o resultado positivo foi assegurado somente no último dia útil do mês passado. Até o penúltimo dia de junho, o saldo estava negativo em mais de R$ 2 bilhões.

Em todo ano de 2010, a poupança recebeu um volume recorde de recursos (R$ 38,68 bilhões), apesar do baixo rendimento.

Depósitos e retiradas

No primeiro semestre deste ano, de acordo com o Banco Central, os depósitos de recursos na caderneta de poupança somaram R$ 604 bilhões, enquanto que as retiradas totalizaram R$ 607 bilhões. Ao fim de junho, o saldo total de recursos depositados na poupança somou R$ 388,7 bilhões, contra R$ 378,7 bilhões no fechamento de 2010.

Rendimento

De janeiro a junho deste ano, a caderneta de poupança apresentou um rendimento de cerca de 3,6%. No mesmo período, os fundos de renda fixa, de acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), apresentaram uma remuneração de 5,9%, enquanto que os fundos referenciados em DI (que acompanham os juros básicos da economia) apresentaram rendimento de 5,6%.

Na poupança, cuja correção é determinada pela variação da taxa referencial (TR) mais 0,5% ao mês, não é cobrada taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR) - ao contrário dos investimentos em fundos. Nos seis primeiros meses deste ano, o ingresso de recursos nos fundos de investimento em renda fixa somou cerca de R$ 38,7 bilhões.

Crédito imobiliário

As aplicações em caderneta de poupança estão divididas em duas modalidades: Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e a chamada poupança rural.

No caso do SBPE, 65% dos recursos devem ser destinados a empréstimos imobiliários, o que aumenta a disponibilidade de financiamentos para a compra da casa própria, e, na poupança rural, os recursos são canalizados para o desenvolvimento da agricultura.

No primeiro semestre de 2011, o SBPE teve uma retirada líquida (acima do volume de depósitos) de R$ 172 milhões. A saída de recursos da caderneta de poupança, portanto, não é positiva para o crédito imobiliário.          

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