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Preço das matérias-primas pressiona lucro da Gerdau no trimestre

Preço das matérias-primas pressiona lucro da Gerdau no trimestre

Atualizado: Sexta-feira, 5 Novembro de 2010 as 2:32

A companhia anunciou hoje que seu lucro líquido recuou 7% em relação ao mesmo período de 2009, passando de R$ 655 milhões para R$ 609 milhões. "O descompasso entre os aumentos dos preços das matérias-primas e o repasse nos preços de produtos de aço resultou em uma redução na margem bruta consolidada", explicou o executivo, durante teleconferência para jornalistas.

O efeito da alta dos preços foi sentido em todas as operações de negócios da empresa. No Brasil, os custos das vendas cresceram 35%; na América do Norte, houve incremento de 15%, e na América Latina, de 19%, na mesma base de comparação. Após o desempenho mais fraco entre julho e setembro, o foco da Gerdau agora é diminuir custos, despesas e capital de giro para adaptar as operações da companhia às oscilações do mercado. "Todas as nossas equipes têm de ser rápidas ao acompanhar os movimentos do mercado. O que houve nesse trimestre foram estoques mais caros", explicou o executivo, sem detalhar, no entanto, que medidas serão tomadas para diminuir os custos. Mesmo com a alta do custo do minério de ferro, o executivo informou que não tem em vista novas aquisições para a matéria-prima, embora não tenha descartado operações nesse sentido. "Aquisições são sempre uma possibilidade, a gente acompanha o mercado, mas não temos nada em vista no momento", disse. O executivo reforçou que a Gerdau tem como meta aumentar a capacidade de mineração em Ouro Branco (MG) para 7 milhões de toneladas, projeto ao qual foram destinados R$ 533 milhões. Até o fim de 2014, a companhia pretende concluir seu plano de investimentos de R$ 11 bilhões, dos quais 80% serão aplicados no Brasil. Sobre as vendas da companhia entre julho e setembro, o presidente da Gerdau destacou o desempenho do segmento de aços especiais, que apresentou alta de 49% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas foram beneficiadas pelos seguidos recordes de produção de veículos no Brasil, pela manutenção dos bons níveis de demanda do setor automotivo nos Estados Unidos e por um início de recuperação desse segmento na Espanha.

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