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Preço do combustível cai em todo país após recuo em distribuidora

Preço do combustível cai em todo país após recuo em distribuidora

Atualizado: Domingo, 15 Maio de 2011 as 10:45

Os preços dos combustíveis caíram nesta semana significativamente pelo país afora, com a decisão da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, de reduzir os preços da gasolina e do etanol. No Distrito Federal, onde o litro da gasolina chegou a custar R$ 3,20, nas últimas semanas foram percebidas algumas das maiores quedas de preços no país.

  Na sexta-feira, os preços na maioria dos postos pela cidade de Brasília estavam em R$ 2,79 o litro da gasolina e R$ 2,18 o preço do álcool. Por sua forte presença, a queda nos preços da BR Distribuidora acaba puxando para baixo os preços de todo mercado do país. E mais quedas podem ocorrer à medida que os estoques dos postos sejam substituídos por esse novo combustível mais em conta.

A limitação de espaço dentro do Plano Piloto de Brasília faz com que ocorra uma concorrência imperfeita entre os postos de gasolina, porque novos não podem ser criados, ao menos por enquanto . Além disso, os proprietários de postos já foram acusados de cartel.

Essa realidade faz com que os preços da cidade estejam entre os mais altos do país. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), em Brasília, entre a segunda semana de maio e a primeira, as reduções dos preços dos combustíveis ao consumidor final foram bastante expressivas, com quedas de 13,1% para o etanol e de 1,92% para a gasolina.

Por rodarem vários quilômetros por dia, os taxistas são os primeiros a sentir no bolso o reflexo da queda nos preços dos combustíveis. O taxista Paulo Ribeiro (veja vídeo abaixo), anda, em média, 50 quilômetros por dia e, com a queda nos preços conseguiu economizar R$ 20 em uma semana. “A economia diária é pequena, mas no fim do mês vale a pena”, afirma.

  A enfermeira Rosângela Oliveira também comemora a queda nos preços, mas espera que caiam ainda mais. “Todo ano tem uma período em que a gasolina sobe, mas este ano está mais cara que o normal. Espero que o preço fique melhor”.

Rentabilidade é pequena, diz sindicato

Segundo José Carlos Ulhôa Fonseca, presidente do sindicato dos postos do DF (Sindicombustíveis-DF), com a redução dos preços do fornecimento da BR Distribuidora, os preços caíram para os consumidores em média R$ 0,15 para a gasolina e R$ 0,27 o etanol. “O mercado varejista imediatamente reagiu e repassou a queda integral”, diz.

Segundo Fonseca, apesar das reclamações dos usuários, a margem de lucro dos donos de postos de combustíveis no Distrito Federal atualmente não é tão alta. “Uma margem que vale a pena é de R$ 0,40 por litro, o que significaria lucro líquido entre R$ 0,05 e R$ 0,08 por litro.”

O presidente do Sindicombustíves-DF afirma que, vendendo 327 mil litros por mês no seu posto de gasolina – o único que tem -, consegue ter um lucro líquido de apenas 2,85% do faturamento bruto.

Queda no preço pode ser início de ciclo

A redução dos preços dos combustíveis na semana passada no país pode ser apenas o início de um ciclo de queda, principalmente para o etanol. Isso porque o período de safra da cana de açúcar acabou de começar. Como na gasolina há mistura com álcool anidro, também a queda se reverte no preço do derivado de petróleo por excelência.

Conforme declaração feita pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ao iG nessa semana , a redução dos preços dos combustíveis alivia a pressão sobre a inflação. Durante a semana também o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que existe uma tendência de queda dos preços.

Ainda segundo a ANP, em São Paulo,a queda dos preços médios de revenda foi de 5,58% para o etanol e de 0,53% para a gasolina entre a segunda semana de maio e a primeira. No Nordeste, a agência destaca o Rio Grande do Norte, onde caiu quase 1% o etanol e 0,77% a gasolina.

Conforme levantamento da ANP com mais de 8 mil postos em todo país aponta que o preço médio do combustível no país estava na semana passada em R$ 2,898 a gasolina e R$ 2,224 o etanol.      

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