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Presidente da Fiat revela que temia Lula em 2003

Presidente da Fiat revela que temia Lula em 2003

Atualizado: Quarta-feira, 29 Dezembro de 2010 as 10:21

O presidente mundial da Fiat, Sergio Marchionne, revelou nesta terça-feira que ficou pessoalmente inseguro com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a primeira participação de Lula no Fórum Econômico Mundial, em 2003.

Presente ao encontro, o executivo italiano disse que, juntamente com outros participantes, saiu de Davos "com uma sensação de incerteza diante do que aquela Presidência significaria para a maior economia da América Latina".

A revelação foi feita durante a solenidade que marcou o lançamento da pedra fundamental da fábrica da Fiat em Pernambuco, que contou com a presença de Lula.

Após compartilhar a insegurança passada, Marchionne afagou o presidente em final de mandato, a quem pediu que, após um período de descanso, "continue a contribuir com sua liderança em escala mais ampla e global, e que, antes ou depois, os nossos caminhos se encontrem novamente".

O executivo também fez rasgados elogios ao Brasil, mercado que se tornou "fundamental" para a Fiat após a retração da economia mundial. Disse que o país é hoje um dos lugares onde os investimentos encontram o ambiente mais seguro e promissor. "O Brasil tem sólidas bases econômicas, um mercado interno muito forte e tem demonstrado que sabe reagir com decisão e rapidez diante de uma crise internacional", afirmou Marchionne.

Ele reafirmou a expectativa da montadora de atingir em 2014 a marca de 1 milhão de automóveis vendidos no país em um único ano. Investimento de R$ 3 bilhões, a planta da montadora será erguida no Complexo Portuário de Suape, no litoral sul de Pernambuco, a 60 quilômetros do Recife. A capacidade será de 200 mil veículos por ano.

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