MENU

Presidente da Fiesp considera inexplicável diferença de taxas de juros entre bancos

Presidente da Fiesp considera inexplicável diferença de taxas de juros entre bancos

Atualizado: Segunda-feira, 1 Dezembro de 2008 as 12

Presidente da Fiesp considera inexplicável diferença de taxas de juros entre bancos

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, criticou nesta segunda-feira, dia 17 de novembro, os juros praticados pelos bancos e classificou de inexplicável a diferença de taxas entre as diversas instituições financeiras do país. Skaf disse que reclamou dos juros com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que participou, na sede da Fiesp, de congresso destinado a jovens empreendedores.

De acordo com Skaf, o assunto é importantíssimo, porque o cenário atual é de crise, já houve restrição de crédito, e é preciso que esse crédito, em sua retomada, não tenha custos tão altos.

"Ele [Meirelles] me deu razão e disse que algo tem que ser feito a respeito dos juros altos. Também reclamei do custo final que está sendo cobrado pelos bancos. A origem do funding [fonte de recursos] é a mesma, então, por que um banco pode cobrar 6,3% e o outro precisa cobrar 21,6%? Quero uma explicação para isso."

Skaf também comentou o interesse de representantes do governo e da iniciativa privada da Coréia do Sul, que se reuniram de manhã com membros da Fiesp, no fortalecimento de sus empresas no Brasil quanto na ampliação do número das que possam investir no país.

"A Coréia do Sul tem muitas empresas que já investem no Brasil e em São Paulo. Sabemos que têm investido bastante e têm oferecido produtos de qualidade. Esse relacionamento com o presidente sul-coreano Lee Myung Bak é muito positivo para ampliar o investimento das empresas de lá aqui."

O presidente da Fiesp destacou que o fluxo de comércio entre os dois países aumentou 64% este ano e deve chegar a aproximadamente US$ 8 bilhões. "O potencial dos dois países pode levar a um crescimento desse fluxo, mas esse número já é razoável". Entretanto, o superávit este ano deve continuar sendo da Coréia do Sul, com US$ 2 bilhões a mais exportados para o Brasil.

Segundo Skaf, há possibilidade de membros da Fiesp visitarem a Coréia do Sul no próximo ano, com o objetivo de estreitar as relações comerciais e aumentar o fluxo de negócios entre os dois países.  

veja também