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Previsão para corte de juros continua sendo de 9% para 8,5% ao ano

Mercado prevê corte dos juros nesta semana e PIB

Atualizado: Segunda-feira, 28 Maio de 2012 as 9:03

Os economistas dos bancos continuaram prevendo, na última semana, que a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central, recuará de 9% para 8,5% ao ano na próxima quarta-feira (30), quando termina a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da autoridade monetária. A decisão será anunciada no início da noite de quarta-feira.


Caso os juros recuem para 8,5% ao ano nesta semana, será a menor taxa já registrada em toda a série histórica do Banco Central, que começa em 1986. Até o momento, os menores juros já registrados na economia brasileira vigoraram entre julho de 2009 e abril de 2010 (8,75% ao ano). Se os juros caírem para 8,5% ao ano, a taxa acionará as mudanças na caderneta de poupança - que passará a render, pela primeira vez desde 1861, menos de 6% ao ano.
Isso porque, pelas novas regras definidas pelo governo federal, a poupança passará a ser atrelada aos juros básicos da economia, rendendo 70% da aplicação, mais a Taxa Referencial.
Esse novo formato de rendimento da poupança será aplicado, porém, somente quando a taxa básica de juros, definida pelo Banco Central, atingir justamente 8,5% ao ano - o chamado "gatilho" para a mudança. Pela regra anterior, que vigorava desde 1991, a poupança não podia render menos de 6,17% ao ano, mais TR. As mudanças valem somente para aplicações feitas de 4 de maio em diante.


Produto Interno Bruto
Além disso, os analistas das instituições financeiras também reduziram, novamente, sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A estimativa recuou de 3,09% para 2,99%, informou o Banco Central, que conduziu pesquisa, na semana passada, com mais de 100 instituições financeiras. O levantamento dá origem ao relatório de mercado, também conhecido como Focus. Para 2013, porém, a previsão de crescimento do PIB do mercado financeiro permaneceu em 4,50%.


Com isso, a previsão do mercado financeiro se distancia das estimativas do Ministério da Fazenda (4% de expansão neste ano) e do próprio Banco Central, que, até o momento, prevê uma taxa de crescimento de 3,5% em 2012.
A revisão das expectativas do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira acontece após a divulgação, em 18 de maio, do Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br, que é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB pela autoridade monetária. O índice registrou, em março, queda pelo terceiro mês consecutivo (-0,35%) e, no acumulado do primeiro trimestre, apresentou um crescimento de 0,15% sobre os três meses anteriores - o que representou desaceleração.


Inflação
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, a previsão dos analistas dos bancos recuou de 5,21% para 5,17% na semana passada. Para 2013, porém, a previsão do mercado para o IPCA permaneceu estável em 5,60%.
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Para 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% neste ano, visto que, em 2011, a inflação ficou em 6,5% – no teto do sistema de metas.


Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 subiu de R$ 1,85 para R$ 1,90 por dólar. Para o fechamento de 2013, a estimativa ficou estável em R$ 1,85 por dólar.
A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2012 ficou inalterada em US$ 20 bilhões na semana passada. Para 2013, a previsão do mercado para o saldo positivo da balança comercial brasileira permaneceu em US$ 15 bilhões.


Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada US$ 55 bilhões. Para 2013, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros diretos continuou em US$ 58,3 bilhões. 

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