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Produção industrial de SP avança 0,5% em março; setor mostra otimismo

Produção industrial de SP avança 0,5% em março; setor mostra otimismo

Atualizado: Terça-feira, 28 Abril de 2009 as 12

O INA, indicador do nível de atividade da indústria paulista, teve alta de 0,5% em março contra fevereiro, segundo levantamento da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), já considerado o ajuste sazonal. Nos dados sem ajuste, houve acréscimo de 10,4%.

Na comparação com março do ano passado, o indicador apresentou perda de 13,1%. Nos últimos 12 meses, segundo a Fiesp, a produção teve variação negativa de 1,7%.

As vendas reais da indústria, por sua vez, avançaram 18,7% mês a mês, sem ajuste sazonal, e subiram 5,6% na comparação anual.

A Fiesp ainda revisou para baixo o INA do mês de fevereiro. Na comparação entre fevereiro e janeiro, passou de alta de 1,1% para queda 1,1%, nos dados com ajuste sazonal. Sem ajuste, passou de alta de 0,8% para queda de 1,7%.

O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada, indicador que mede o uso de máquinas e equipamentos das indústrias) ficou em 77% em março, ante 76,1% em fevereiro e 83% em março do ano passado, sem considerar o ajuste sazonal.

Em março, o setor que registrou o maior índice de utilização da capacidade foi o de outros equipamentos de transportes (88,9%), seguido de celulose com 86%. Na outra ponta estão coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares e produção de álcool (51,8%) e material eletrônico e equipamentos de comunicação (65,3%).

O estudo da Fiesp indicou ainda que o total de salários pagos (já descontada a inflação) teve baixa de 0,4% em março sobre fevereiro. Sobre março do ano passado, o recuo foi de 5,5%

Por sua vez, as horas trabalhadas na produção subiram 5,2% na comparação com fevereiro e tiveram perda de 9,1% frente a março de 2008.

Sensor

A Fiesp também divulgou hoje o Sensor Fiesp - indicador de perspectivas futuras da indústria paulista - da segunda quinzena de abril. O índice atingiu 51,4 pontos, contra 49,5 pontos verificados na primeira quinzena do mês.

O índice varia entre 0 e 100 pontos, sendo que acima de 50 pontos indica otimismo e, de 50 para baixo, pessimismo.

Entre os cinco subitens do Sensor, o que apresenta maior valor é o de mercado (57,9 pontos), seguido por vendas (54,4%), investimentos (53,8), empregos (51%) e estoque (39,8%).

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