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Refinanciamento de imóvel vira saída para endividado

Refinanciamento de imóvel vira saída para endividado

Atualizado: Quarta-feira, 12 Maio de 2010 as 7:37

O medo de transformar o sonho em pesadelo tem refletido nas taxas de inadimplência que desde a expansão no uso do contrato de alienação, em 2004, tem registrado redução. Se antes a taxa de calote era em torno de 17%, em meados dos anos 80, o índice se reduziu hoje a 1,43%, segundo dados da Caixa de fevereiro. Nessa modalidade, a propriedade fica em nome do banco até o pagamento da última prestação, quando passa a ser do mutuário.

O refinanciamento dos contratos de imóveis com prestações em atraso é feito em cima da dívida em atraso. Se o mutuário financiou um imóvel de R$ 100 mil e atrasou duas parcelas de R$ 500, por exemplo, ele tem uma dívida de R$ 1.500 (das duas parcelas atrasadas, mais a do mês).

Para se livrar da bola de neve ele terá que pagar a parcela do mês e pedir o refinanciamento, que será calculado com a taxa de juros do contrato, no geral em 8% ao ano. No entanto, se a parcela era de R$ 500, com a renegociação ela poderá aumentar a medida que o mutuário atrasar o pagamento.

Para Maria Inês Dolci, advogada da Pro Teste (associação brasileira de defesa do consumidor) o mutuário deve fica atento a essa mudança nas prestações para não comprometer o orçamento familiar.

- O refinanciamento, geralmente, gira em torno da sua dívida. Se você não conseguiu pagar, pode refinanciar esse total, fechando um novo contrato, e você tem que honrar, porque ele não é refinanciável.

A retomada de posse tem sido a última alternativa dos bancos, sendo pouco utilizada em razão do sucesso das renegociações envolvendo mutuários e bancos, segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo).

- Dos casos que parte para a inadimplência definitiva é menos de 1%, que é aquela que o proprietário não vai mais pagar mesmo, devolve o imóvel e acabou. A inadimplência caiu muito, por isso que o juro conseguiu baixar tanto.

Para evitar surpresas na hora de pagar o financiamento, a prudência antes de assinar o contrato é a melhor aliada no momento da negociação. Pesquisar bastante a região do imóvel para ter uma avaliação melhor vale a pena, segundo Elyseu Mardegan Jr, diretor da BM Sua Casa.

- Quando a gente vai comprar um imóvel, a primeira coisa é olhar com critério a documentação do imóvel e do vendedor. Fazer pesquisa é o ideal. Posso garantir que, mesmo no feirão, mesmo na Caixa, ele poderia encontrar no mercado condições melhores do que lá.

O feirão da Caixa em São Paulo começa nesta quinta-feira (13) e termina no domingo (16) e a estimativa é que negócios assinados e encaminhados ultrapassem R$ 3,5 bilhões.  As linhas de financiamento atendem a todas as faixas de renda familiar, possuem prazo de pagamento de até 30 anos e prestações decrescentes. Os juros são a partir de 4,5% ano, mais TR, para imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida e variam de 4,5% a 13% ao ano.

Por Giselli Souza e Marcel Gugoni

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