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Rússia derrubará barreira à exportação de grãos em julho

Rússia derrubará barreira à exportação de grãos em julho

Atualizado: Segunda-feira, 30 Maio de 2011 as 10:24

MOSCOU - A Rússia vai derrubar a barreira à exportação de grãos em 1º de julho, diante da boa expectativa de safra, disse ontem o primeiro-ministro do país, Vladimir Putin. A Rússia introduziu a barreira em agosto do ano passado, em reação à severa seca que atingiu o país.

Este ano, o 1º vice-primeiro-ministro, Viktor Zubkov, responsável pela agricultura, disse para Putin que os fazendeiros plantaram 10% mais acres de grãos e estocaram mais de 6 milhões de toneladas, segundo o website do governo. "Considerando que realmente temos grãos agora e o estado da safra de grãos é bom... acredito que podemos levantar as restrições às exportações em 1º de julho", Zubkov disse para Putin, que mandou que a barreira fosse encerrada.

A decisão russa segue à da Ucrânia, na quarta-feira, para abolir a existente cota de exportações de grãos. Analistas citaram a saída dos dois maiores produtores de grãos do mercado global como um dos fatores que contribuíram para a elevação dos preços dos alimentos, que em parte deflagrou uma onda de revoltas populares nos países árabes em 2011.

Inicialmente, a barreira russa estava prevista para expirar no final de dezembro do ano passado, mas foi renovada por temor de escassez de grãos neste ano. O mercado já esperava a decisão marcada para julho, uma vez que ministros haviam sugerido o fato.

A Rússia espera uma safra entre 85 milhões e 90 milhões de toneladas de grãos neste ano, depois da severa seca que cortou a produção em mais de um terço em 2010, para 61 milhões toneladas, ante 97 milhões de toneladas em 2009.

A retomada do fluxo dos grãos de baixo custo da Rússia pode derrubar os preços, que ainda permanecem mais altos do que antes da seca de 2010. Mas, ao encerrar a barreira, a inflação da Rússia pode subir. O FMI divulgou em abril que a taxa de inflação do país alcançaria 9,3% neste ano. O governo tem meta de inflação de 6,5% a 7,5%. As informações são da Dow Jones.

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