Com a baixa constante do nível dos reservatórios dos sistemas de abastecimento de água, moradores da região metropolitana de São Paulo e de municípios vizinhos estão recorrendo à compra de água mineral nos supermercados e e aos serviços de caminhões-pipa para enfrentar períodos com torneira seca e se precaver em caso de falhas no fornecimento.
Nas empresas que exploram esses serviços, os telefones não param de tocar. “A cada dez ligações que recebemos, nove são de residências”, informa Nayara Arnoud, proprietária da Fonte Dracena Transporte de Água Potável.
A Dracena atende a bairros da zona oeste da capital e a municípios vizinhos, como Osasco. Segundo Nayara, a demanda ultrapassou a fronteira tradicional de cobertura com pedidos vindos das zonas leste, sul e norte da cidade. As chamadas que antes partiam de restaurantes, empresas de ramos variados e de residências em que o interesse era apenas encher piscinas, agora são de pessoas que querem aumentar os estoques para necessidades do dia a dia.
De acordo com a empresária, em alguns casos, contou, como os caminhões-pipa transportam um volume de, no mínimo, 5 mil litros, tem gente comprando a água, que é colocada em piscinas e depois transferida para tanques e outros reservatórios domiciliares. “A procura é tão grande que só estamos conseguindo atender a dois de cada dez pedidos. Por isso, estamos dando preferência aos clientes habituais”, acrescentou Nayara, sem, no entanto, declarar a dimensão dos negócios.
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