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Sindicato dos Metalúrgicos quer que montadoras da Grande Curitiba justifiquem demissões

Sindicato dos Metalúrgicos quer que montadoras da Grande Curitiba justifiquem demissões

Atualizado: Terça-feira, 9 Dezembro de 2008 as 12

Sindicato dos Metalúrgicos quer que montadoras da Grande Curitiba justifiquem demissões

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) anunciou na tarde desta segunda-feira, dia 8 de dezembro, que não fará mais homologação e rescisões de contratos de trabalho dos empregados do setor sem que as montadoras justifiquem as demissões e demonstrem que a decisão foi tomada após exaustivas negociações.

"Avisem o trabalhador com antecedência, discutam  possíveis altenativas, como a implantação do banco de horas -  recurso pouco usado,  férias individuais, coletivas. Vamos tentar garantir os empregos. Caso contrário, estaremos protegendo o capital em detrimento dos trabalhadores" disse o presidente do SMC, Sérgio Butka.

Segundo ele, estes são alguns dos mecanismos que poderão ser adotados contra demissões nas montadoras - Volvo, Renault, Nissan e Volks-Audi - e nas demais empresas do setor. Butka afirmou que o sindicato vai pedir ao Ministério Público que chame as empresas e  faça uma revisão das demissões já realizadas

"No início dessa semana, a Volvo anunciou a dispensa de 430 trabalhadores. Desses, 250 são funcionários com contrato temporário. Os outros 180 são efetivos. A empresa apontou como razões para o corte de empregos o desaquecimento das vendas internas, a redução das exportações e a previsão de que o mercado brasileiro de caminhões terá uma retração de 20% em 2009", informou o representante digital.

De acordo com ele, a empresa Bosch, demitiu cerca de 800 trabalhadores desde o início desse ano. "Só essa semana, 200 funcionários foram dispensados da fábrica, que produz bombas injetoras e componentes para o sistema a diesel. A empresa alega que a crise afetou as vendas e principalmente as exportações, que hoje giram entre 60% e 70% da produção", enfatizou.  A unidade de produção da empresa em Curitiba tem hoje cerca de 4,5 mil trabalhadores.

Butka disse que as empresas estão se precipitando ao demitir alegando como motivo a crise financeira internacional. "Deveriam aguardar até o início do ano para ver como o mercado vai reagir".   

O sindicato representa aproximadamente 71 mil trabalhadores de Curitiba e Região Metropolitana,11 mil deles trabalham nas montadoras. Segundo o Dieese, para cada demissão em montadora, ocorrem mais 47 em outras empresas da cadeia produtiva.

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