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SindusCon-SP prevê aumento de 30% no crédito habitacional em 2012

SindusCon-SP prevê aumento de 30% no crédito habitacional em 2012

Atualizado: Terça-feira, 6 Dezembro de 2011 as 2:59

O Sindicato da indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindisCon-SP) prevê que a oferta de crédito imobiliário no país manterá o ritmo de crescimento de cerca de 30% em 2012, chegando a um total de R$ 152,1 bilhões, o que ajudará a manter o mercado de imóveis aquecido.

A partir dos dados da Caixa Econômica Federal e do Instituto Brasileiro de Estudos Financeiros e Imobiliários (Abecip), o SindusCon-SP projeta que o total de crédito imobiliário oferecido no país em 2011 chegue a R$ 117 bilhões, uma alta de 30% em relação a 2010 (R$ 89 bilhões).

Diretor de Economia do SindusCon-SP, Eduardo

Zaidan, e presidente do sindicato Sergio Watanabe.

(Foto: Darlan Alvarenga/G1)   O sindicato prevê que o setor continuará a crescer em 2012 acima do PIB (Produto Interno Bruto) do país: 5,2% contra 3,5%, segundo as estimativas do SindusCon-SP.

O setor espera também para 2012 uma aceleração no ritmo de entregas das unidades do Programa Minha Casa Minha Vida, assim como as obras de infraestrutura e para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016.

Até 31 de outubro, 667.073 unidades da primeira fase do Minha Casa, Minha Vida, e 199.226 da segunda fase do programa estavam em execução, segundo levantamento do sindicato.

Com relação às vendas e preços, o setor acredita na manutenção do atual ritmo. “Os preços realmente subiram, mas subiram em função do grande crescimento do crédito, da renda e do emprego, dentro de um contexto de crescimento econômico”, avaliou Ana Maria Castelo, consultora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do SindusCon-SP.

Segundo os representantes do setor, a velocidade de vendas de imóveis continua “muito boa”, o que mantém a procura aquecida. “Temos perspectivas de crescimento da demanda, o que não significa que as famílias vão comprar a qualquer preço”, ressalvou Ana Maria.

Sindicato não vê bolha

Para o Sinduscon-SP apesar da escalada dos preços, principalmente nas capitais, não há ‘bolha’ no mercado imobiliário.

“Não consigo ver bolha no Brasil”, disse Eduardo Zaidan, diretor de Economia do sindicato. Segundo ele, ainda há uma demanda muito grande por imóveis bons e bem localizados, sobretudo nas principais capitais. “O que é escasso, é caro, não tem jeito”, destacou.        

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