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Sua renda dá para pagar a dívida que vai financiar?

Sua renda dá para pagar a dívida que vai financiar?

Atualizado: Quinta-feira, 27 Agosto de 2009 as 12

Orçamento familiar é uma palavra-chave para a organização da vida financeira das pessoas e, conseqüentemente, para o uso consciente do dinheiro. Por isso, quando o consumidor decide fazer um gasto a mais, como comprar um bem, reformar a casa ou abrir um negócio, deve calcular se pode e quanto pode pagar por isso.

Para entender como equilibrar os ganhos (as receitas) e as despesas, é muito importante definir as necessidades e planejar os gastos considerando a renda disponível, seja de uma só pessoa ou de toda a família. Para isso, é preciso papel e lápis e um pouco de disciplina.

Ao final:

- Se a receita (os ganhos) for maior que a despesa, o orçamento está sob controle;

- Se a receita equivale à despesa, é aconselhável ficar atento e não exceder as despesas;

- Se a receita for menor que a despesa, é necessário reduzir os gastos.

Caso um gasto não caiba todo no orçamento familiar, ou seja preferível não fazê-lo todo de uma vez, o financiamento pode ser uma saída. Mas aí, de novo, é preciso muito cuidado: o consumidor deve calcular precisamente qual o valor das prestações que pode pagar, sem prejudicar o pagamento de outras contas e sem se superendividar. Afinal, tomar um crédito significa um acréscimo nas despesas do orçamento. Na dose certa, o crédito pode resolver um problema ou viabilizar um plano. Na dose errada, pode gerar superendividamento e aborrecimentos como ter o nome incluído em listas de devedores.

A regra é: uma dívida só é boa se contribuir para melhorar sua qualidade de vida - incluindo manter as contas em dia - e não apenas se der acesso a um bem ou a um sonho.

Antes de tomar um empréstimo, o consumidor deve pesquisar as diversas operações disponíveis nos bancos. Como são várias, é importante comparar as taxas cobradas e os prazos oferecidos por cada uma das modalidades de crédito.

Algumas das opções são:

Crédito pessoal: empréstimo em que os recursos são colocados à disposição do correntista, que os utiliza livremente.

  Crédito consignado com desconto em folha: linha de crédito pessoal disponibilizado para funcionários de empresas privadas regidos pela CLT, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, com desconto das prestações diretamente na folha de pagamento. Ou seja, o trabalhador receberá seu salário já descontado a prestação devida ao banco.

  Microcrédito: empréstimo de baixo valor a pequenos empreendedores informais e microempresas, com dificuldades de acesso ao sistema financeiro tradicional, principalmente por não terem como oferecer garantias reais. Os recursos são colocados à disposição do correntista, que os utiliza livremente.

  CDC - Crédito direto ao consumidor: financiamento destinado à aquisição de bens duráveis, como veículos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, equipamentos profissionais, materiais de construção e vestuário, e serviços como assistência técnica e manutenção.

  Leasing financeiro ou arrendamento mercantil financeiro: espécie de contrato de financiamento (englobando-se aí locação, financiamento e venda) de médio e longo prazo para a aquisição de bens. Os bens são adquiridos pela empresa de leasing (arrendadora) e arrendados ao cliente (arrendatário).

  Financiamento imobiliário: destinado à compra de imóveis residenciais ou comerciais.

  Financiamento de veículos: operação de crédito direto ao consumidor de médio ou longo prazo em que o veículo é dado como garantia e fica alienado ao banco até o término do contrato. O consumidor deve conversar com o gerente de seu banco, que poderá ajudá-lo a escolher a melhor opção para seu perfil.

No link http://www.febraban.org.br/downloads/Orçamento Familiar.xls , há uma planilha que pode ser usada para calcular receitas e gastos do orçamento familiar. Ao colocar os dados nos itens da aba Orçamento, automaticamente são gerados gráficos nas abas seguintes (Anual, Para Onde, Gráficos, Dependentes).

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