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Ter equipe cheia de prodígios não vale a pena, diz estudo

Ter equipe cheia de prodígios não vale a pena, diz estudo

Atualizado: Quinta-feira, 22 Julho de 2010 as 11:58

Gastar rios de dinheiro com contratações de "gigantes" da gestão e colocá-los para trabalhar juntos pode ser um verdadeiro desperdício. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores de Harvard e da Washington University, nos   Estados Unidos .   Os estudiosos analisaram os rankings anuais, de 1996 a 2001, da revista americana Institutional Investor, que classifica a performance de mais de 6.000 analistas por meio de sondagens e questionários de agentes de investimento, gestores de recursos e investidores institucionais. Também foi levada em conta a pesquisa institucional da entidade Greenwich Associates, que avalia departamentos de investigação de capital com base em critérios como o número de relatórios produzidos pelas empresas, o nível do serviço prestado por elas e a precisão das estimativas dos analistas.

A conclusão foi que as empresas que tinham um time com algum executivo de grande destaque conseguiram obter bons resultados. No entanto, as companhias cujas equipes de alta gerência eram verdadeiras vitrines, cheias de prodígios, tiveram desempenho e eficácia reduzidos. Os pesquisadores perceberam também que empresas que geralmente têm alto nível de desempenho se saíram pior com os "peixes grandes" do que o com os executivos medianos.

Eles atribuem o resultado insuficiente aos conflitos entre egos dos altos executivos mais populares, que passam a competir entre si, param de compartilhar informações e de trabalhar em conjunto. Para evitar arrependimentos e maiores problemas, os estudiosos recomendam aos recrutadores que não gastem muito dinheiro com empregados de status muito elevado. Segundo eles, se a empresa já tem uma imagem e um desempenho consolidados, quanto mais "estrelas" forem contratadas para trabalhar nela, menos resultado efetivo vão ter, principalmente se forem colocadas para trabalhar juntas.

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