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Trabalhadores dizem ter sofrido "violência física" em Jirau

Trabalhadores dizem ter sofrido "violência física" em Jirau

Atualizado: Sábado, 19 Março de 2011 as 8:37

Trabalhadores da usina de Jirau relataram ontem, em reunião com representantes dos Ministérios Públicos Es­tadual, Federal e do Traba­lho, que sofriam "violência física" por parte de funcioná­rios da Camargo Corrêa e que eram obrigados a comprar produtos a preços exorbitan­tes no canteiro da obra.

Outras queixas relatadas foram em relação a critérios do programa de participação nos lucros implantado pela empresa e a não concessão, pela construtora, das folgas concedidas a cada quatro meses de trabalho.

"A insatisfação contribuiu para a crise que se instaurou na usina na terça-feira", dis­se o MPF, em nota.

Após a reunião, foram de­finidas linhas de ação con­junta em relação aos empre­gadores. Entre elas, a garan­tia de alojamento e alimenta­ção para os que ficarem em Porto Velho e o ressarcimen­to de bens e pertences "perdi­dos nos incidentes".

OUTRO LADO

Procurada, a assessoria da Camargo Corrêa disse que a empresa mantinha o posicio­namento contido em nota ex­pedida no fim da tarde, na qual se declarou "aberta para dialogar com os sindicatos", embora diga não haver "re­gistro de nenhuma reivindi­cação trabalhista".

A Justiça do Trabalho ins­talou ontem uma vara itine­rante no canteiro de obras de Jirau para atendimento e análise das reivindicações dos trabalhadores.

A assessoria da empresa também disse que as cantinas nos canteiros de obras pertencem a terceirizadas e que nenhum trabalhador era obrigado a comprar nelas. Disse ainda que a intenção da Camargo Corrêa era dar uma opção ao trabalhador que não quisesse se deslocar até o centro de Porto Velho para fazer compras.

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