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Venda de esmalte cresce mais de 20% e atrai novas marcas

Venda de esmalte cresce mais de 20% e atrai novas marcas

Atualizado: Segunda-feira, 13 Setembro de 2010 as 9:56

Fosco, cintilante, cremoso ou fluorescente. Nos últimos anos, o mercado de esmaltes vem se diversificando e abrindo espaço para que novas marcas comecem a despontar nas prateleiras. O setor cresce mais de 20% ao ano e, impulsionada por esse bom momento, a Bonyplus Cosméticos, dona da marca de tintura de cabelos Beauty Color, vai lançar até o final de 2010 sua primeira linha de esmaltes, batizada com o mesmo nome.

Conhecida como indústria de cosméticos voltada exclusivamente para cuidados dos cabelos, que tem como garota propaganda a apresentadora Ana Hickmann, a companhia planejava há três anos a diversificação do seu portfólio. Os investimentos não foram revelados, mas, segundo, Newton Bonin, presidente da Bonyplus, a expectativa nesse novo nicho de mercado é grande e “os esmaltes podem representar até 15% do faturamento total da empresa”, disse. A companhia planeja também lançar sua primeira linha de maquiagens.

A fábrica, localizada em Pinhais, interior do Paraná, vai começar a operar em novembro e os esmaltes devem chegar às prateleiras em dezembro. Com uma capacidade de produção de oito milhões de vidros de esmaltes no mês, a unidade vai começar a produzir seis milhões de vidros. “Vamos ver como será a aceitação do nosso produto, mas temos como expandir a produção”, disse Bonin. A companhia vai aproveita o amplo canal de distribuição que construiu ao longo de mais de 20 anos para levar os esmaltes para todos os cantos do País.

Segundo dados do setor, cerca de 60 milhões de vidros de esmaltes são vendidos todo mês no Brasil, o que faz com que o País consolide-se como o segundo maior mercado consumidor de esmaltes do mundo, atrás somente dos Estados Unidos.

O último balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) aponta que o mercado, em 2008, movimentou cerca de R$ 400 milhões. Os esmaltes cremosos e transparentes são os preferidos das brasileiras, responsáveis por 65% do volume das vendas.

O preço acima da média do mercado é justificado pela composição do produto, que leva em sua fórmula somente substâncias importadas. Mesmo assim, está nos planos da companhia abocanhar uma parcela considerável desse mercado. “Ainda não sabemos quanto, mas temos capacidade de ampliar nossa produção para até dez milhões de vidros mês”. A Risqué, líder nesse mercado, produz cerca de 20 milhões de unidades no mês. A Colorama 12 milhões e, em terceiro lugar, a Impala, com oito milhões de unidades.

Coleções

A ascensão do mercado de esmaltes pode ser explicada pelo aumento do poder de compra principalmente da classe C brasileira – formada por famílias com uma faixa de renda média mensal de R$ 1,1 mil a R$ 4,8 mil –, que já tem mais de 90 milhões de pessoas. Mas, além do aquecimento econômico, a estratégia acertada das indústrias de cosméticos de lançar coleções de esmaltes em diferentes temporadas do ano vem movimentando bastante o setor.

Segundo Pedro Goulart, diretor comercial da Mohda Esmaltes, marca lançada no mercado em fevereiro de 2009, as consumidoras hoje não se contentam mais em comprar um vidro de esmaltes e anseiam a coleção inteira, normalmente com mais de seis cores diferentes. É apostando no lançamento de novas coleções que o executivo planeja dobrar o faturamento da companhia este ano. “Acabamos de lançar a coleção primavera-verão e planejamos lançar mais uma coleção até outubro”, disse.

Em 2009, o mercado de cosmético no Brasil faturou R$ 25 bilhões, segundo a Abhipec. Este ano, a expectativa é que o País se consolide como segundo maior mercado de cosméticos do mundo, deixando para trás o Japão. Segundo balanço divulgado pela varejista Extra, as vendas de esmaltes nos supermercados da rede cresceram 70% na comparação com o mesmo período de 2009.

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