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Vendas de carros novos em Brasília aumentam após redução do IPI

Vendas de carros novos em Brasília aumentam após redução do IPI

Atualizado: Terça-feira, 16 Dezembro de 2008 as 12

Vendas de carros novos em Brasília aumentam após redução do IPI

"Este é o momento para quem quer adquirir um carro novo". A frase do presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do Distrito Federal (Sincodiv/DF), Ricardo de Oliveira Lima, reflete o entusiasmo de vendedores e consumidores brasilienses com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado sobre os veículos novos.

Lima classificou como "fantásticos" os efeitos do pacote federal. Segundo ele, o fim da cobrança do IPI no caso de carros até mil cilindradas, a redução de 13% para 6,5% para os carros entre mil e duas mil cilindradas, e de 11% para 5,5% nos modelos biocombustível (flex) e movidos a álcool foi uma medida "extremamente madura", capaz de estimular o setor a continuar investindo, evitando demissões.

"Com a queda nas vendas, já estávamos revendo os investimentos. Falava-se inclusive em demissões", afirmou Lima, alegando que será preciso esperar até março, quando termina a vigência do pacote e do corte temporário do IPI, para saber se será ou não necessário estender os efeitos da medida anunciada semana passada.

"Tanto pode ser preciso manter o auxílio, como a situação mundial pode dar uma guinada para melhor e isso não ser mais necessário", disse.

O presidente do Sincodiv/DF criticou o fato do governo do Distrito Federal não colaborar com sua "cota de auxílio", a exemplo do que fizeram os estados de São Paulo. "Aqui, esse estímulo ao consumo poderia ser feito por meio da redução do IPVA. O BRB [Banco de Brasília] também poderia financiar, oferecendo créditos mais barato aos brasilienses", afirmou.

Para o gerente-geral de uma grande concessionária de Brasília, Ildemar Antônio Fernandes, as mudanças no imposto federal fizeram com que as vendas quase dobrassem no último fim de semana na comparação com o anterior. "A propaganda nos ajudou muito. Quando o ministro falou, acabou virando uma propaganda [favorável]. Vendemos 134 carros contra 70 do final de semana passado. O salão ficou lotado", disse. De acordo com Fernandes, o reflexo das medidas implementadas para estimular as vendas de carros zero quilômetro e evitar demissões foi "imediato e positivo para todos" e os preços realmente baixaram.

Na concessionária Fiat que Fernandes gerencia, os modelos mais vendidos são o Uno Mille Mil e o Palio. De acordo com o gerente, o Uno básico, modelo duas portas, baixou de R$ 23.470 mil para R$ 21.754 mil, ou seja, R$ 1.716 mil mais barato. Já um Palio 1.0, quatro portas, que antes custava R$ 28.660 mil agora está sendo vendido por R$ 26.564, ou seja, R$ 2.096 mil a menos. Já um Stilo 1.8, modelo flex, baixou de R$ 53.870 mil para R$ 50.895 mil.

Há pouco mais de um mês, o banco estadual Nossa Caixa abriu uma linha de crédito de R$ 4 bilhões com  para 15 financeiras ligadas à Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea). Semana passada o governo paulista anunciou mudanças na cobrança de impostos e a criação de uma linha de crédito voltada às indústrias de máquinas e equipamentos e de autopeças. De um total de R$ 1,2 bilhão a serem disponibilizados pela Nossa Caixa, R$ 1 bilhão será destinado a 396 indústrias filiadas ao Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindpeças).

Uma dentre os muitos clientes que passaram o último fim de semana pesquisando preços, a empresária Reully Kelly Soares, 20 anos, disse que estava satisfeita com o que economizou ao comprar seu primeiro carro, um Fiat Uno Way.

"Já tem uns seis meses que eu vinha pesquisando. Agora vim fechar negócio porque as taxas baixaram e eu achei que o preço está bom. Cheguei a ver esse mesmo modelo por um pouco mais de R$ 26 mil. Agora ele está saindo por R$ 24 mil", disse.

Quem também ficou feliz com a medida foi o vendedor Altair Coelho dos Santos, que espera aumentar os ganhos mensais graças ao aumento das vendas decorrentes das mudanças. "As vendas deram uma aquecida nesse final de semana. Esperamos arrebentar para garantir o Natal das crianças", afirmou.

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