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Vivo lucra 44,3% mais no 1º trimestre

Vivo lucra 44,3% mais no 1º trimestre

Atualizado: Segunda-feira, 3 Maio de 2010 as 12:01

No title A operadora de telefonia celular Vivo ampliou em 44,3% o lucro líquido no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2009, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (3).

A empresa, controlada por Telefónica e Portugal Telecom, teve lucro de R$ 191,9 milhões de janeiro a março de 2010 contra R$ 133 milhões nos mesmos meses do ano passado.

A empresa terminou março com quase 54 milhões de assinantes, aumento de 18,2% em 12 meses, com adição de 2,2 milhões de clientes apenas nos primeiros três meses deste ano, com destaque para a conquista de usuários pós-pagos. Com isso, a Vivo encerrou o primeiro trimestre com 30,12% de participação no mercado nacional.

O "churn" - pessoas que deixaram a rede Vivo - permaneceu estável em 2,5%.

A receita líquida de serviços foi de R$ 3,9 bilhões de reais no último trimestre, com expansão de 5,8% sobre os três primeiros meses de 2009.

A receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) foi de R$ 24,8 no primeiro trimestre, queda de 9,2% na comparação anual, "decorrente da política de adequação de preços ao mercado, com objetivo de crescimento da base de clientes e consequente aumento de receitas".

O Arpu apenas de transmissão de dados subiu 30,3% no primeiro trimestre, sobretudo pelo maior uso do serviço Vivo Internet. Ao mesmo tempo, a base de clientes com planos de dados 3G, por meio de smartphones e placas de conexão rápida à Web, cresceu 149%.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) subiu para R$ 1,27 bilhão de janeiro a março, contra R$ 1,23 bilhão em igual período de 2009.

A margem Ebitda teve ligeira queda de 0,3 ponto percentual na mesma base de comparação, para 30,1% nos três meses encerrados em março de 2010.

A melhora da linha financeira foi possível, sobretudo, pela redução do endividamento, após o pagamento de dívidas de licenças 3G à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que foram quitadas em outubro.

A Vivo tinha no fim de março endividamento bruto de R$ 4,8 bilhões, contra R$ 7,7 bilhões um ano antes, quando ainda carregava no balanço dívidas pela compra das licenças 3G.

A companhia encerrou o primeiro trimestre com R$ 858 milhões em caixa.

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