Candidatos a trainee devem priorizar empresas em que querem trabalhar

Candidatos a trainee devem priorizar empresas em que querem trabalhar

Atualizado: Terça-feira, 31 Agosto de 2010 as 11:50

Quem quiser trabalhar e estiver se formando na universidade ou tiver até dois anos de formado pode procurar um programa de trainee, já que nesta época do ano muitas empresas estão

abrindo inscrições. Trainee não é estágio, não é emprego fixo. É um treinamento com grandes chances de efetivação. O primeiro passo é pesquisar o site das empresas que mais interessam, em que é possível preencher as fichas de inscrição. O candidato deve ficar atento aos prazos das etapas do processo de seleção e nunca deixar para cumprir as etapas on-line na última hora. Os sites das empresas podem ficar congestionados.

O candidato não deve se inscrever em muitos programas de trainee, pois corre o risco de não dar conta dos processos de seleção. O ideal é escolher as empresas que realmente gosta e quer trabalhar.

Para Regina Camargo, sócio-diretora da empresa Across, durante a seleção é importante o candidato mostrar quem ele é. Não seguir dicas de roupas, modo de falar e de agir.

“O que vai acontecer nas dinâmicas é que ele vai ser solicitado a participar de atividades em grupo, solicitado a dar sua opinião, a dizer o que ele pensa sobre determinada coisa e aí quanto mais ele for ele mesmo, mais sucesso ele pode ter”, aconselha a especialista.

Os especialistas recomendam que o candidato não se inscreva em vários programas, pois pode não dar conta da seleção. Tenha foco e procure se informar sobre as empesas que lhe interessam.

Thiago Porto é um exemplo de sucesso. Foi trainee 7 anos atrás e hoje já é diretor da empresa. “Fiz 5 anos de engenharia para depois tomar uma pílula de 10 meses onde você conhece muito mais coisa. É superintenso, é um aprendizado muito forte, é uma pós-graduação para a gente”, diz.

Em oito meses o engenheiro civil Ricardo Bello está aproveitando a experiência. Ele já conheceu a fundo quatro áreas da maior empresa de bebidas da América Latina.

“Não pode ter medo de sair da sua zona de conforto. Você tem que topar desafios fora do que acha que é muito bom e aprender com pessoas que têm formações muito diferentes das suas, tentar extrair das pessoas o máximo que elas têm para ensinar. É isso: ter vontade, curiosidade. Vontade de aprender a cada dia uma coisa diferente”, recomenda o engenheiro.

Ricardo concorreu com 60 mil candidatos às vagas de treinamento. Apenas 26 foram selecionados pela corporação no ano passado. Cada vez mais empresas investem em programas para qualificar os profissionais.

Postado por: Thatiane de Souza

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