Contratação de peritos deve passar pelo Senado, diz ministro

Contratação de peritos deve passar pelo Senado, diz ministro

Atualizado: Quinta-feira, 2 Setembro de 2010 as 11:27

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse na quarta-feira (1) que mais 500 peritos médicos poderão ser contratados para trabalhar no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) somente após o Senado aprovar o projeto que prevê a autorização. As informações são da Agência Brasil. Gabas disse que espera que a proposta entre logo na pauta de votações. As contratações se somariam a 500 já feitas neste ano que foram preenchidas por meio de concurso público.

Ao falar sobre a greve dos médicos peritos do INSS no programa "Bom bia, ministro", produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços, o ministro disse que "o ideal seria que eles voltassem logo ao trabalho, para colocar em dia os agendamentos de perícias médicas atrasadas", que chegam a 400 mil, por causa da paralisação iniciada no dia 22 de junho.

Para atender à demanda dos segurados, segundo Gabas, "não haverá alternativa senão chamar terceirizados para colocar o atendimento em dia, o que levará cerca de 30 dias".

De acordo com ele, o Ministério da Previdência Social já fez “modificações consideráveis” na carreira do perito médico, que antes era terceirizada. “Foi feito concurso público e a Associação Nacional dos Médicos Peritos do INSS [ANMP] exigiu a fixação de jornada opcional de 40 horas, carga horária que nunca foi defendida pelo INSS."

“Defendíamos no máximo 30 horas semanais, pois o ideal seria uma carga de 20 horas, com a qual eles não concordaram. O salário na ocasião era de R$ 2 mil e agora vai até R$ 14 mil. Então, eles começaram a reivindicar redução da jornada, o que não pode ser aceito", acrescentou o ministro.

Gabas disse que discutiu o assunto com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e ouviu que, para que os peritos do INSS pudessem trabalhar menos e receber por uma carga de trabalho de 40 horas, o benefício teria que ser estendido a cerca de 1 milhão de servidores públicos de outras categorias, que reivindicariam igualdade.

Houve reunião na sede do INSS em São Paulo na segunda-feira (30) com a participação de representante da ANMP e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), mas não houve avanço nas negociações, ainda de acordo com informações da Agência Brasil.

Postado por: Thatiane de Souza

veja também