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Especialista dá dicas para concorrer a uma das 850 vagas na Fiocruz

Especialista dá dicas para concorrer a uma das 850 vagas na Fiocruz

Atualizado: Terça-feira, 17 Agosto de 2010 as 2:45

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou na semana passada os detalhes do concurso para 850 vagas cobiçadas não só pela segurança e bons salários, mas pela oportunidade de trabalho em uma instituição que é referência em pesquisa e ensino na saúde. É uma chance para quem tem efetivo interesse e competência na área. Mesmo o estrangeiro, que possua visto de permanência que permita o exercício em atividades laborativas no Brasil, pode se candidatar.

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A Fundação Getúlio Vargas (FGV), organizadora da seleção, informa em seu site que a data prevista para a realização da prova é o dia 24 de outubro. Este é o prazo que o candidato tem para se preparar a partir de agora. A distribuição do tempo de estudo deve ser feita considerando o peso de cada disciplina, sem desconsiderar as matérias de menos importância, já que existe um mínimo de pontos em todas elas para a aprovação no concurso.

São cinco editais, um para cargos de nível médio e todos os outros para nível superior. Mesmo para nível médio é exigido, além da escolaridade, pelo menos um ano de experiência na execução de atividades relacionadas ao cargo pretendido, como é o caso do assistente técnico de gestão em saúde.

Veja como são as provas por cargo:

Assistente técnico de gestão em saúde: haverá somente uma prova objetiva, que será eliminatória e classificatória, composta de 60 questões: 20 de português (com peso 2), 20 de raciocínio lógico (com peso 1) e 20 de noções de administração pública (também com peso 2). Dentro de noções de administração pública serão também cobrados pontos de arquivologia, direito administrativo e direito constitucional, além de gestão de recursos humanos e materiais e atendimento ao público.

Vale reservar mais tempo para português e noções de administração pública -que contam o dobro de pontos de raciocínio lógico-, sem, entretanto, descuidar desta última, já que se quem não fizer o mínimo de sete pontos estará eliminado.

Técnico em saúde pública: é exigido o ensino médio e curso técnico específico, relacionado à área de conhecimento referente ao perfil desejado (ou um ano de participação em projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico). A prova objetiva para esse cargo também será de 60 questões, sendo 15 de português (peso 1), 15 de raciocínio lógico (peso 1) e 30 de conhecimentos específicos na área de atuação (com peso 2).

Além disso, o candidato enfrentará uma segunda etapa: prova prática, somente classificatória, para os perfis de Análises Microbiológicas de Insumos e Produtos para a Saúde; Controle de Qualidade e de Processos de Imunobiológicos; Análises Clínicas; Hematologia e Hemoterapia; Histologia; Microbiologia; Química e Metrologia e Validação.

Os conhecimentos específicos contam 60 pontos, enquanto português e raciocínio lógico, apenas 15 cada. Assim, a distribuição do tempo deve ser bastante mais voltada aos conhecimentos específicos, lembrando, também, que é preciso acertar pelo menos sete questões de cada uma das outras duas matérias.

As demais vagas exigem nível superior:

Analista de gestão em saúde: a maioria das vagas é para graduação em qualquer área, mas alguns perfis exigem formação específica, tais como tecnologia da informação, direito, engenharia civil, comércio exterior, relações internacionais, pedagogia e ciências humanas.

O concurso para analista constará de duas etapas. Uma prova objetiva, eliminatória e classificatória, e análise de títulos, somente classificatória. A prova constará de 60 questões, sendo 10 de português (peso 1), 20 de conhecimentos específicos relacionados a gestão pública, comuns a todos os perfis (peso 2), e 30 de conhecimentos específicos, de acordo com o perfil desejado (também com peso 2).

Tecnologista em saúde : há perfis que exigem formação específica e outros para graduados em qualquer área. Para todos haverá prova objetiva e análise de títulos, sendo que para os cargos na área de educação profissional em saúde haverá também prova de aula (3ª. etapa), enquanto para os cargos na área de comunicação social haverá prova discursiva. As provas objetivas versarão sobre questões de português, conhecimentos específicos da área de atuação e conhecimentos específicos do perfil.

Pesquisador em saúde pública: além da exigência de graduação em nível superior específica ou em qualquer área, conforme o perfil desejado, é exigido mestrado em áreas afins, conforme determinado no edital, de todos os candidatos. Para todos os cargos de pesquisador haverá três etapas de concurso: prova discursiva, eliminatória e classificatória, análise de títulos, somente classificatória, e defesa pública de memorial, classificatória. A prova discursiva versará sobre conhecimentos específicos na área de atuação (uma questão) e conhecimentos específicos no perfil (duas questões).

Especialista em ciência, tecnologia, produção e inovação em saúde pública : profissionais habilitados a exercer atribuições de alto nível de complexidade voltadas às atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em saúde. O concurso constará de três etapas: prova discursiva, eliminatória e classificatória; análise de títulos, classificatória; e defesa pública de memorial, classificatória.

A complexidade do cargo é tamanha que é exigido, além da graduação em nível superior, o título de doutor e, ainda, seis anos de experiência na área de pesquisa, após a conclusão do doutorado.

Os títulos aceitos em cada caso estão definidos no edital, sendo considerados, em razão do perfil da instituição, além dos tradicionais – especialização, mestrado e doutorado -, também a publicação de livros e artigos, aprovação em concursos públicos e experiência na área pretendida.

Gratificação

Para todos os cargos, além do salário, haverá uma gratificação por desempenho. A remuneração ainda será acrescida da gratificação por qualificação para os servidores que possuam especialização, mestrado ou doutorado.

Sempre que houver mais de uma etapa no concurso, participarão das etapas posteriores (análise de títulos, prova prática, prova de aula ou defesa de memorial, conforme o caso) os candidatos classificados em três vezes o número de vagas de cada perfil.

* Lia Salgado, fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, é consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”

Postado por: Thatiane de Souza

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