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A diferença é Damião: Inter bate o Botafogo na estreia de Dorival

A diferença é Damião: Inter bate o Botafogo na estreia de Dorival

Atualizado: Quinta-feira, 18 Agosto de 2011 as 8:36

Sempre ele: Damião comemora mais um gol pelo

Inter (Foto: Lucas Uebel/Agência Estado)     Inter com Celso Roth: gols a granel de Leandro Damião. Inter com Falcão: gols em repetição de Leandro Damião. Inter com Osmar Loss: outro punhado de gols de Leandro Damião. Inter com Dorival Júnior: mais um gol de Leandro Damião. Entra treinador, sai treinador, o centroavante é o salvador da pátria vermelha em 2011. Foi ele, mais uma vez, o responsável pela vitória de 1 a 0 sobre o Botafogo, na noite desta quarta-feira, no Beira-Rio, na estreia de Dorival pelo time vermelho. O resultado deixa as duas equipes mais próximas uma da outra na briga por vaga na Libertadores.

Foi um jogo equilibrado, de batalha tática, de poucas chances. A organização do Botafogo - que sentiu muito os desfalques de Loco Abreu e Elkeson - não escondeu sua discrição. Os cariocas não foram muito inferiores ao Inter. Perderam porque não têm Damião.

A vitória levou o Inter para 26 pontos, ainda na sétima colocação, agora colado no Botafogo, o quinto, com 28. Na próxima rodada, o Alvinegro recebe o Atlético-MG, sábado, no Engenhão. O Colorado, um dia depois, pega o Flamengo no Beira-Rio.

Sem sal   A reação da torcida do Inter ao final do primeiro tempo foi um resumo, pelo lado gaúcho, do que foi o jogo nos 45 minutos iniciais: nem vaias, nem aplausos, apenas aquele silêncio pensativo de quem mastiga os acontecimentos vistos em campo. O empate por 0 a 0 na etapa inicial mostrou uma partida discreta em qualidade técnica, parelha em domínio de campo e órfã de grandes chances de gol.

O Inter foi a campo no 4-4-2 prometido por Dorival Júnior em seu único treinamento antes da estreia. O meio-campo sofreu repetidas variações, com inversões de lado entre os atletas e modificação no desenho tático. O Botafogo, com Herrera recuado, jogou mais no 4-2-3-1 do que no 4-4-2. Os gaúchos tiveram mais posse de bola: 58%. Mas erraram muito quando tiveram as ações de jogo: 24 equívocos de passe contra dez do adversário no primeiro tempo.

O Botafogo tentou incomodar a zaga colorada com jogadas aéreas. Mas não teve sucesso. Renato foi o dono do cabeceio mais perigoso – bem defendido por Muriel. Herrera, se tivesse dominado bola alçada da esquerda, poderia ter colocado os cariocas na frente. Mas nada feito. Ele brigou com as próprias pernas e acabou desarmado por Zé Mário.

Os gaúchos, quando atacaram, erraram na medida. Foi por um triz que Andrezinho e Leandro Damião não alcançaram cruzamento de Nei. Foi por outro triz que Damião não desviou pancada de Zé Mário. Na melhor oportunidade colorada, D’Alessandro cruzou da direita, o centroavante vermelho desviou de cabeça e Jô, também com a testa, forçou Jefferson a espalmar para escanteio.

Redundância: gol de Leandro Damião

Chega a ser redundância dizer que Leandro Damião fez gol. É mais ou menos como falar que alguém subiu para cima ou saiu para fora. Vale o exagero: Leandro Damião não fazer gol é quase tão estranho quanto um sujeito subir para baixo ou sair para dentro. Aos 12 minutos, quando aproveitou cruzamento de Zé Mário e desvio de Jô para emendar de cabeça, o centroavante colorado alcançou 31 gols em 2011. É o maior goleador do país na temporada.

O gol fez bem ao Inter em campo. O Botafogo viveu momentos de atordoamento. Quase levou mais um gol: primeiro com Nei, depois com Dellatorre, que entrou no lugar de Jô. Mas o time da casa não conseguiu manter a superioridade o tempo todo. Os cariocas cresceram.

Cresceram e quase empataram. Alex mandou uma pancada na trave de Muriel. Fábio Ferreira, de cabeça, não marcou por detalhe. O Inter foi obrigado a recuar pelo adversário. Dorival, em busca de maior valorização da bola, tirou Andrezinho, cansado, e colocou Tinga.

Deu certo. Nos últimos dez minutos, o Inter evitou os sustos, controlou melhor o Botafogo, caminhou para mais uma vitória com gol de Leandro Damião, o centroavante para quem balançar as redes é como chover no molhado.      

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