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A dois passos da marca histórica, Ray Allen calibra pontaria contra os Lakers

A dois passos da marca histórica, Ray Allen calibra pontaria contra os Lakers

Atualizado: Quinta-feira, 10 Fevereiro de 2011 as 10:10

Na segunda-feira, Ray Allen resolveu ser econômico nas bolas de longa distância. Precisando de quatro cestas para se tornar o maior arremessador de três pontos da história da NBA, o ala do Boston Celtics chutou apenas duas vezes contra o Charlotte Bobcats. Era como se soubesse que uma marca tão grandiosa merece um rival à altura. E a festa ficou adiada para esta quinta-feira. Às 23h (de Brasília), Allen recebe o Los Angeles Lakers, adversário mais tradicional dos Celtics, e só precisa acertar a mira duas vezes para chegar a 2.561 chutes certeiros e alcançar o topo da lista.

O dono da marca hoje é Reggie Miller, com 2.560 cestas de três ao longo da carreira. Por coincidência, o ex-jogador do Indiana Pacers está escalado para trabalhar no jogo desta quinta como comentarista, ao lado de Steve Kerr, outro exímio chutador aposentado.

- Foram os deuses do basquete que me escalaram para este jogo, estou muito empolgado. Não é toda hora que você vê a história sendo escrita – afirmou Miller ao jornal “Indianapolis Star”.

Aos 35 anos, Allen é o cestinha do Boston nesta temporada, com média de 17,5 pontos por partida. Só neste ano já acertou 115 vezes de longa distância. Depois de dizer em 2009 que uma de suas metas era bater a marca de Miller, o ala agora evita falar no assunto para não perder a concentração nas partidas.

No Brasil, faltam estatísticas

A quebra de recorde que mobiliza os torcedores americanos também faz eco no Brasil. De longe, o bicampeão do Desafio de Três Pontos do NBB não perde nenhum detalhe. Fernando Fischer, do Bauru, é fã de Miller e Allen.

- Sempre admirei demais os dois, e o que me impressionava era a maneira como o Reggie Miller se desmarcava para conseguir seus arremessos. Era incrível. Sempre foi um cara muito decisivo. Uma coisa que sempre observei nos dois foi a velocidade na execução do arremesso, aproveitando qualquer espacinho que os defensores ofereciam – diz Fischer ao GLOBOESPORTE.COM.

Aos 29 anos, o ala do Bauru fez uma conta rápida para imaginar quantas cestas de três já converteu na carreira.

- Vou partir para o chutômetro (risos). No NBB normalmente jogamos umas 34 partidas, e no Paulista mais uns 30. São 64 jogos por ano. Com a minha média, daria umas 205 bolas por ano. Jogo no adulto desde 2000, e isso daria umas 1.800 bolas de três. Descontando alguns anos piores, devo ter umas 1.500. Ou seja, se tivéssemos as estatísticas e um bom banco de dados, acredito que jogadores como Marcelinho já teriam batido esse recorde da NBA faz tempo... – supõe Fischer.

O ala sabe que a marca de Miller é impressionante, mas lembra que os americanos têm uma vantagem: a temporada mais longa.

- O que ajuda os jogadores da NBA é que a temporada regular tem 82 jogos, mais playoffs, ou seja, uns 100 jogos por ano. Se pegarmos a média de umas três bolas por jogo, já são 300 arremessos convertidos a cada ano - afirma.

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