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Adilson Barros, Julyana Travaglia e Sergio Gandolphi

Adilson Barros, Julyana Travaglia e Sergio Gandolphi

Atualizado: Quinta-feira, 16 Junho de 2011 as 9:28

A seleção brasileira de judô assistiu, antes do treino da noite de quarta-feira, a uma palestra de Chuno Mesquita, árbitro brasileiro de nível FIJ A (internacional), que explicou as mudanças de regra no esporte antes do Grand Slam do Rio de Janeiro, neste fim de semana no Maracanãzinho. Entre as mudanças, está a adoção de um sistema de replays em vídeo.

O árbitro Chuno Mesquita e a equipe brasileira de judô (Foto: Adriano Albuquerque / Globoesporte.com)

  A Federação Internacional de Judô (FIJ) vem mudando suas regras há quatro anos, a fim de retornar o judô às suas origens e se diferenciar de outras artes marciais, cujas técnicas vinham sendo adaptadas para o esporte. Algumas dúvidas permanecem. A polêmica proibição da catada de perna, por exemplo, gera muitas perguntas sobre quando é válido pegar a perna do adversário.

- Em 2010, eles radicalizaram e proibiram completamente a ida nas pernas. A partir do momento que o atleta ataca as pernas do adversário, é desclassificado. O judô voltou a ser jogado mais em pé, voltou a ter uma pegada mais clássica. Outra coisa foi na questão da postura. Se o judoca tiver uma postura muito defensiva, é punido imediatamente. Eles querem resgatar o judô clássico - explicou Mesquita.

O uso do video replay, conhecido como "care system", contribui com esse rigor com a técnica. Cada área de luta possui um computador com sistema de captura de imagens, que são exibidas com atraso de 4s a 5s, configurado pelo coordenador da área. Quando há dúvida quanto a uma técnica, o coordenador pode interromper a luta e chamar os árbitros para reavaliar o golpe e voltar atrás numa decisão. Desta forma, uma queda que tenha sido avaliada a olho nu pode ser anulada caso o coordenador perceba no vídeo que a técnica utilizada não era correta.

Para Mesquita, que será um dos coordenadores de vídeo no Grand Slam, a permissão do vídeo foi um grande avanço para o judô, tanto na qualidade das lutas quanto na credibilidade do esporte.

- Nós dizemos aos árbitros que nós estamos tranquilos, não temos a adrenalina da competição. Então quando a gente chama o trio de arbitragem, é porque nós vimos de cabeça fria. A chance do coordenador errar com o laptop na frente é muito difícil - disse.

O SporTV 2 transmite o Grand Slam de Judô ao vivo no próximo sábado a partir de 16h (horário de Brasília), com narração de Daniel Pereira e comentários de Angelo Paiva.          

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