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Adriano vai enquadrar camisa do gol em Ceni e diz: 'Posso ser o dono da 9'

Adriano vai enquadrar camisa do gol em Ceni e diz: 'Posso ser o dono da 9'

Atualizado: Terça-feira, 1 Março de 2011 as 10:07

O primeiro gol em um clássico marca a carreira de um jogador. E com o baiano Carlos Adriano da Sousa Cruz, o Adriano Michael Jackson, não é diferente. Tanto que o camisa 19 do Verdão, autor do tento que evitou a derrota da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari no clássico contra o São Paulo (1 a 1), no último domingo, vai enquadrar na sala da sua casa a camisa usada no final de semana. O atacante, em conversa com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM, disse que isso servirá como um amuleto para que ele possa continuar com sua maré de sorte, se tornar titular do Verdão e, ao final da temporada 2011, ser contratado em definitivo pelo clube de Palestra Itália.     - É uma emoção diferente. Eu entrei e pude ajudar meus companheiros. Isso mostra que estou sempre à disposição. Um clássico é especial, tem toda aquela expectativa. Toda vez que precisar de inspiração vou olhar para essa camisa para lembrar que um dia eu fiz um gol em um clássico e no Rogério Ceni. Sempre o admirei como jogador, ele é um ídolo de muitos. Vou guardar esse gol com carinho. Espero que possa marcar muitos outros para que, no final do ano, o Palmeiras possa ficar comigo de vez – afirmou o atacante, que tem os direitos federativos presos ao Fluminense.

Ao lado da família, Adriano comemorou o dia seguinte do clássico. Enquanto conversava com a reportagem, na entrada do salão do prédio onde mora, algumas pessoas pararam e ficaram observando. E o jogador ficou o tempo todo com uma pequena televisão nas mãos. Dá para dizer que ele reviu o gol marcado umas trinta vezes, pelo menos.

- Quero ver sempre, não é toda hora que se faz gol em clássico – disse o camisa 19, que veio para a capital paulista com toda sua família. Moram com ele a mulher Ana Cláudia, o filho Adriano Júnior, a sobrinha Michelle e a irmã Andréa.

Hoje, Adriano comemora. Mas ele poderia estar lamentando. Afinal, pouco antes de marcar o gol de empate, o atacante perdeu uma excelente chance. Após passe de Kleber, ele invadiu a área e bateu no canto esquerdo de Rogério, que espalmou parcialmente. No rebote, o camisa 19 parou novamente no goleiro são-paulino.

- Esse gol tirou um peso enorme das minhas costas. Se o Palmeiras tivesse perdido o jogo, poderiam me culpar pela chance que perdi. Mas futebol é assim mesmo. Tive forças, não desisti de lutar e marquei um gol que salvou a nossa equipe da derrota. O engraçado é que eu sou destro e reconheço que o lance desperdiçado era mais fácil de ser marcado do que o que entrou. De pé esquerdo, não tem muito jeito, é bater cruzado e forte. No direito, você tenta uma graça, busca bater do lado de dentro do goleiro. Mas serve como aprendizado para que eu não falhe nas próximas vezes - ressaltou o jogador.   O candidato a artilheiro palmeirense aproveitou a boa atuação no clássico para mandar um recado para Felipão e para o torcedor alviverde: ele pode ser o camisa 9 que o clube tanto necessita.

- Sou um cara que sabe fazer essa função. Jogava assim no Bahia, mais centralizado na área, com a chegada do Jael e do Morais. Aqui no Palmeiras, com a qualidade que o Valdivia e o Kleber têm, a bola vai chegar redonda toda hora. Aí é só saber aproveitar as oportunidades. Mas respeito o professor Scolari e cabe a ele escolher se quer jogar com dois atacantes. O que eu posso dizer é que estou preparado para ser o camisa 9 que o clube tanto precisa – concluiu.    

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