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Agora no outro lado, Micaela encara Ourinhos na decisão: 'Vai ser normal'

Agora no outro lado, Micaela encara Ourinhos na decisão: 'Vai ser normal'

Atualizado: Sexta-feira, 25 Fevereiro de 2011 as 10:25

Micaela tem um passado no time de Ourinhos. Por lá, conquistou dois de seus quatro títulos nacionais – os outros foram por Vasco e Americana. Saiu no ano passado, depois da perda do patrocínio que esteve ao lado da equipe na conquista de cinco campeonatos brasileiros seguidos, e achou nova casa no Santo André. Hoje, é uma das principais jogadoras da técnica Laís Elena na primeira Liga de Basquete Feminino. Das suas mãos saíram 28 pontos, que garantiram a vitória sobre Catanduva na última partida das semifinais e a vaga na decisão. No próximo domingo, tem encontro justamente com o antigo time, na final, às 10h, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

- Vai ser normal. Meu time agora é o Santo André. Luto por ele e vou buscar o título aqui – garante a experiente ala, de 31 anos.

Das antigas companheiras, Micaela só encontrará Bethânia em quadra na decisão. Depois da perda do patrocínio, o time de Ourinhos sofreu perdas importantes e quase ficou fora dos playoffs da LBF. Com a chegada do técnico Antônio Carlos Barbosa, no entanto, conseguiu se recuperar e, depois de surpreender Americana, está na final.

- Acho que só vai ter a Bethânia em quadra. Mas conheço as outras jogadoras há muito tempo também. Não tem ninguém contra quem eu não tenha jogado tanto. É um time que não investiu tanto, precisaram trocar de técnico, tiveram derrotas que não estavam esperando. Mas é um time que se superou muito neste ano. Sempre tiveram patrocínio e agora se viraram sem.

Durante a temporada, Micaela se tornou, ao lado da cubana Ariadna, uma das referências da equipe do ABC Paulista. No ano passado, cortada por Carlos Colinas na última lista do Mundial feminino, voltou para o país e resolveu trabalhar. Agora, tenta mostrar em quadra que ainda tem muito a render.

- Eu estou me sentindo muito bem, solta, confiante. Espero estar assim no domingo também. (Depois do corte no Mundial), sabia que tinha que jogar. Quem paga as minhas contas é o basquete. Não faço outra coisa. Tenho que jogar bem. Muita gente nunca foi para a seleção e não morreu por causa disso. É ótimo, me sinto muito bem jogando pela seleção. Mas a gente tem que se sentir feliz no time também – afirmou.

Para a ala, o Santo André precisa entrar em quadra atento desde o primeiro quarto. Para ela, o surto de falta de concentração em alguns momentos é o maior problema da equipe.

- Temos que manter o foco. Se a gente mantiver o foco todo o tempo, vai ser difícil para elas. Na bobeira que o time der, o outro time faz ponto. Temos que manter o foco.

Por outro lado, a união da equipe e a força na defesa dão a Micaela a certeza de que o time está pronto para brigar pelo título.

- O time está bem. É um time muito coeso. Estamos todas nos sentindo bem. É um time muito unido também, com uma defesa muito forte. Confiamos muito uma na outra.    

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