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Alan Patrick: do caminhão de açúcar ao Santos e à Seleção sub-20

Alan Patrick: do caminhão de açúcar ao Santos e à Seleção sub-20

Atualizado: Segunda-feira, 20 Dezembro de 2010 as 9:18

Da caçamba de um caminhão de açúcar aos gramados do Brasil e em pouco tempo do mundo. Foi assim que começou a carreira do apoiador Alan Patrick. Sem condições para pagar o transporte de Catanduva para Santos, onde fez um teste no Peixe, o jogador, de apenas 19 anos, precisou se virar ao lado do pai Max para chegar ao clube e carimbar o seu passaporte para a fama. Aos 12 anos, o garoto do interior paulista garantiu uma vaga nas categorias de base do clube graças ao esforço pessoal e da família.

E é justamente com essa recordação que Alan Patrick relembra com carinho do esforço do pai e da mãe, Crislaine. Agora, na Seleção Brasileira sub-20, que em janeiro vai disputar o Sul-Americano da categoria, no Peru, o apoiador revela como iniciou a carreira.

- Jogava em uma escolinha no interior de São Paulo, chamada Derac, em São José do Rio Preto. Eu era de Catanduva e aos 12 anos o Santos foi disputar um torneio na minha cidade. Eles me viram jogando e foi aí que surgiu o interesse. Depois de seis meses, eles me chamaram para fazer um teste. Lembro que eu e meu pai fomos de carona em um caminhão de açúcar. Não tínhamos condição nenhuma de pagar o transporte - relembrou o garoto.

Após ser um dos destaques do treino, os dirigentes do Santos queriam a permanência imediata do garoto na Vila. Porém, Alan Patrick só selou o acordo com o Peixe em 2004.

- Precisava resolver algumas coisas e ainda tinha o colégio. Só fui no ano seguinte.

Agradecido aos pais, Alan Patrick falou das dificuldades da família e de como foi chegar ao Santos e agora na Seleção sub-20.

- Sempre tivemos dificuldades, não tínhamos condição. Os meus pais procuravam dar o máximo, dar o suporte para eu fazer o que eu mais gostava, que era jogar futebol. A primeira vez foi nesse caminhão e temos que lembrar sempre do esforço. Não podemos esquecer a raiz, de onde viemos. Fico feliz de dar uma condição melhor para eles.

Na base do Peixe, Alan Patrick observava os profissionais e já via um espelho: o atacante Robinho. Naquela ocasião, em 2004, o jogador ajudou o Santos a conquistar o título brasileiro e logo em seguida se transferiu para o Real Madrid. Apesar do pouco tempo, o garoto pôde acompanhar parte da trajetória do Rei das Pedaladas na Vila Belmiro.

- Quando eu cheguei ao Santos, o Robinho estava de saída. Ele sempre foi o meu ídolo. Foi uma honra jogar com ele neste ano. Espero um dia estar com ele na Seleção ou em um grande clube da Europa - afirmou o jogador. Logo depois de lembrar de sua chegada à Vila Belmiro, Alan Patrick brincou ao ser questionado sobre quem eram os seus ídolos. E as gozações foram justamente direcionadas ao Rei das Pedaladas, atualmente no Milan.

- Tenho vários ídolos: Ronaldinho Gaúcho, Zidane. Quem? O Pedalada? Ele é um presepeiro (risos). O Robinho é um grande craque, um parceiro. Ele é brincalhão, mas leva o trabalho com muita seriedade, sempre conversando e tentando ajudar. É um excelente cara, um grande homem - elogiou Alan Patrick.

Feliz por fazer parte da equipe que conta com Paulo Henrique Ganso e Neymar, Alan Patrick elogiou o grupo formado em 2010.

- O time do Santos é aquilo que vocês puderam ver no primeiro semestre. Um futebol vistoso e que todos gostam de parar para assistir. Espero que 2011 seja ainda melhor.

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