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Aldo diz que secretário da Fifa não deve vir ao Brasil para vistoria

Secretário da Fifa não deve vir ao Brasil para vistoria

Atualizado: Sexta-feira, 9 Março de 2012 as 11:41

O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, garantiu, na manhã desta sexta-feira (9), que o impasse gerado por conta das declarações do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, de que o Brasil precisava de um “chute no traseiro” para acelerar as obras da Copa, não vão afetar o andamento das obras e a relação do país com a Fifa.

“Eu nem sei se a viagem do secretário Jérôme Valcke para a próxima semana foi confirmada. A minha impressão é que essa viagem não acontecerá. Acho que esses acontecimentos indesejáveis podem ter contribuído para isso. Nós vamos procurar manter um nível de cooperação com a Fifa, pois a Copa do mundo exige um esforço do governo para isso”, explicou o ministro, ressaltando que coloca os interesses do país acima dos seus interesses pessoais ou corporativos. “Houve o pedido de desculpa do secretário-geral e do presidente geral da Fifa e acho que o mais importante é o Brasil fazer um esforço para organizar a Copa do Mundo no país".

Sobre a visita ao Maracanã, para verificar o andamento das obras, o ministro ressaltou que não coincidirá com a visita do secretário-geral da Fifa, pois ele vai nesta sexta-feira (9), às 10h, ao estádio, enquanto Jérôme Valcke deve ir ao Maracanã na próxima semana. “Acho que a chegada do secretário-geral da Fifa, se viesse a ocorrer, seria na próxima semana. Mas isso é uma decisão que cabe a Fifa e não ao governo brasileiro. Vamos continuar cooperando e trabalhando com a Fifa porque o Brasil, ao ser escolhido, tem como desafio trabalhar com a entidade”, explicou Rebelo.

Sobre o percentual das obras que já foram realizadas no estádio do Maracanã, o ministro destacou que os trabalhos estão adiantados. “Converso semanalmente com o prefeito do Rio de Janeiro, com o governador e com o vice-prefeito. Com relação ao cronograma do ministério, as obras do Maracanã estão adiantadas. Assim como a maioria das obras de todos os estádios do país. Não temos obras de estádios atrasadas a ponto de comprometer o cronograma”, destacou.

Aeroportos

Com relação a obras de infraestrutura, Rebelo explicou que é a favor das concessões dos aeroportos. Segundo o ministro, privatização é diferente de concessão, pois essa resguarda o patrimônio do governo. “Concessão não é a mesma coisa que privatização. Não há uma transferência de patrimônio, nem de propriedade. Eu creio que o programa de concessões deve estar subordinado ao objetivo de ampliar os investimentos em infraestrutura aeroportuária, melhorar a qualidade dos serviços, porque não basta ampliar a capacidade de pouso e decolagem”.

Segundo Rebelo, o problema dos aeroportos está, principalmente, na qualidade dos serviços prestados. Para ele, o tempo que o passageiro leva para despachar a bagagem e as filas para fazer o bilhete são os serviços que mais precisam de grandes melhorias para atender os turistas que chegarão ao país. “Acho que quando o governo faz as concessões é exatamente para melhorar a qualidade do serviço”, afirmou.

Deodoro

A transferência de verbas do governo federal para os governos estadual e municipal para a execução das obras do parque de Deodoro, segundo Rebelo, não está atrasada. “A nossa confiança é no pleno entendimento e no espírito de confiança que há entre o governo federal e o governo do estado e a prefeitura. Temos nos reunido de forma permanente e estamos convencidos de que cada ente terá a sua atribuição definida para que, em harmonia, nós possamos dar conta de entregar as obras dentro do prazo para as olimpíadas”, explicou o ministro. De acordo com ele, ainda não há previsão para a chegada desses recursos, mas eles estão assegurados.

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