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Alvinegro ou alviverde, Tite defende invencibilidade no dérbi paulista

Alvinegro ou alviverde, Tite defende invencibilidade no dérbi paulista

Atualizado: Quarta-feira, 24 Agosto de 2011 as 10:38

Vencer o clássico contra o Palmeiras, domingo, às 16h, em Presidente Prudente, será fundamental para Tite e o Corinthians. O Timão conseguirá espantar a má impressão deixada na derrota em casa para o Figueirense e encerrará o primeiro turno do Campeonato Brasileiro na liderança. Para que isso aconteça, o treinador conta com um aliado importante: seu histórico no clássico mais tradicional de São Paulo. Seja do lado alviverde ou do alvinegro, o comandante está invicto.

O retrospecto é curto, mas amplamente favorável a Tite. Em cinco partidas entre os grandes rivais do estado, ele conquistou quatro vitórias e apenas um empate. Foram cinco gols marcados pela equipe que dirigia e apenas um sofrido.

O primeiro clássico paulistano do treinador foi disputado em 29 de agosto de 2004, com vitória do Corinthians por 1 a 0, no Morumbi, pelo Brasileirão, gol marcado por Jô. O triunfo valeu muito para o Timão. Depois de um início ruim na zona do rebaixamento, o Alvinegro engrenou e terminou o torneio em quinto, apenas uma posição abaixo da zona de classificação para a Taça Libertadores. O técnico pediu demissão no início de 2005, não enfrentando o rival.

Técnico Tite comanda treino no CT do Corinthians, na zona leste de São Paulo (Foto: Ag. Estado)

  O reencontro no ano seguinte foi pelo lado verde. Mais uma vez, Tite foi contratado para apagar um incêndio, agora ocupando o lugar de Emerson Leão e do interino Marcelo Vilar. A vitória por 1 a 0 no clássico confirmou a reação. Paulo Baier fez o único gol da partida, disputada em 16 de julho, também no Morumbi, pelo Brasileiro. O comandante, porém, seria demitido antes do término do torneio.

O retorno a São Paulo aconteceria somente em 2010, novamente em meio a uma crise. O Corinthians não vencia há sete partidas e via o sonho do título nacional escorrer pelos dedos. De cara, o arquirrival pela frente: vitória apertada outra vez, 1 a 0, gol de Bruno César, dia 24 de outubro, no Pacaembu. Apesar disso, o Alvinegro perderia pontos preciosos na reta final, e a taça ficaria com o Fluminense.

Tite no comando do Palmeiras em 2006

(Foto: Arquivo / Diário de São Paulo)

  Em 2011, a missão não era simples. O Corinthians havia acabado de ser eliminado na fase prévia da Taça Libertadores para o Tolima-COL e tinha seu grande adversário pela frente, dia 6 de fevereiro, no Pacaembu, pelo Paulistão. Alessandro, a nove minutos do fim, fez o gol salvador que afastou qualquer possibilidade de o treinador ser demitido pelo fracasso no torneio sul-americano.

Pelas semifinais do estadual, em 1º de maio, um novo encontro. Em partida de muita reclamação dos palmeirenses pela expulsão do zagueiro Danilo, deu empate por 1 a 1, com Willian livrando o Timão da derrota no tempo normal. Nos pênaltis, o goleiro Julio Cesar brilhou para garantir a vaga na decisão.

Neste domingo, o Corinthians precisará do ótimo retrospecto de Tite para continuar líder. Com 37 pontos, o Timão tem dois de vantagem para o Flamengo e necessita vencer para ser o simbólico campeão do primeiro turno sem depender de outros resultados. Caminho aberto para o quinto título nacional do Alvinegro, o primeiro da carreira do treinador.            

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