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Aparelhos de GPS controlam rali e garantem segurança de competidores

Aparelhos de GPS controlam rali e garantem segurança de competidores

Atualizado: Quinta-feira, 19 Agosto de 2010 as 8:58

As escondidas trilhas no meio do cerrado são um desafio para a organização do Rally dos Sertões. Controlar carros, motos, quadriciclos e caminhões não é fácil durante os quase 500 quilômetros de cada etapa. Por isso, ela usa um sistema com dois transmissores de GPS (Global Positioning System - Sistema de Posicionamento Global, em português) para controlar as disputas e manter a segurança.

Conhecido como "Rastro", o equipamento atualiza o posicionamento e a velocidade de cada competidor em tempo real, com precisão nos segundos. Cada carro conta com dois transmissores, o que ajuda também nos casos de quebra mecânica e acidentes.

- Cada veículo tem dois aparelhos por causa da trepidação no percurso. Caso um deles dê problema, o outro entra em ação. Trouxemos 712 transmissores, usados em esquema de revezamento: 306 a cada dia. A bateria tem capacidade para durar 22 horas. Por isso, temos de trocar todos os aparelhos e colocá-los para carregar - diz Tarciso Macedo, responsável pela logística e operação do sistema.

Marcos Moraes, organizador da prova, o uso do GPS atualmente é indispensável. Segundo ele, a velocidade nas zonas de radar são controladas pelo aparelho.

- O GPS é usado também pelo lado da segurança. Com o GPS, conseguimos chegar a um acidente o mais rápido possível ao local de um acidente, diminuindo o tempo de resgate, que é fundamental quando alguém se machuca. Além disso, também usamos para controlar a velocidade dos carros em vilarejos e nas zonas de radar, que são determinadas, por exemplo, para preservar pontes, quando limitamos a velocidade entre 20 e 30 km/h.

A precisão é tamanha que o número de penalizações por excesso de velocidade em pontos nos quais há controle logo no primeiro dia foi muito grande. Mesmo entregando de pilotos e navegadores, o equipamento é bem visto por eles. O competidor poderá rever todo o percurso em detalhes quando voltar para casa.

- Vejo o GPS como uma melhoria para todos. Isso mostra como o Sertões e, claro, dá mais segurança para quem está competindo. O aparelho deste ano é muito mais prático e simples. A Dunas está de parabéns. Este é o caminho certo, que, fazendo um paralelo, deveria ser seguido pelo futebol, que insiste em não usar a tecnologia nas partidas - diz Kleber Cincea, navegador do carro 312.

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