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Apesar do caos e destruição em jogo do River, Monumental recebe final

Apesar do caos e destruição em jogo do River, Monumental recebe final

Atualizado: Segunda-feira, 27 Junho de 2011 as 12:46

Funcionários da limpeza trabalham bastante no

entorno do Monumental (Foto: Marcos Felipe)

  Menos de 24 horas depois do caos e tumulto provocado por torcedores do River Plate por conta do rebaixamento da equipe , o Monumental de Nuñez amanheceu fechado. No entanto, apesar dos rastros da destruição ainda vistos no local, o estádio receberá a final da Copa América no próximo dia 24 de julho. A informação foi passada por um fiscal do Ministério Público da Argentina, órgão que decretou o fechamento da arena para apurar as causas dos incidentes após o empate de 1 a 1 dos Milionários diante do Belgrano .

As únicas pessoas que entravam no estádio eram funcionários de limpeza, que tinham bastante trabalho para varrer pedras, pedaços de vidros e ferros retorcidos, e agentes da Polícia Federal Argentina, com câmeras e máquinas fotógraficas, que iniciavam o processo de investigação. Eles, entretanto, disseram que não poderiam gravar entrevistas e nem falar sobre o assunto.

 

Especula-se que houve superlotação no Monumental, com mais de 60 mil presentes, enquanto apenas 45 mil ingressos foram colocados à venda. Ao todo, 90 pessoas saíram feridas e 50 foram presas. Além disso, algumas lojas próximas ao estádio foram vandalizadas e saqueadas (veja no vídeo ao lado).

Pátio que dá acesso a um dos setores da arquibancada do Monumental (Foto: Marcos Felipe)

  Torcedor desolado

Em ruas do bairro de Nuñez, cartazes pediam a saída do presidente do River, Daniel Passarella, ex-jogador campeão do Mundo em 1978 com a Argentina. Os mesmos panfletos também foram colados nos muros do Monumental, mas retirados por funcionários do clube no início da manhã.

Cartaz pede saída de Daniel Passarella e diz que

sua administração foi igual ao seu antecessor,

José Maria Aguilar (Foto: Marcos Felipe)

  Os dirigentes platenses, por sinal, são considerados pelos torcedores os grandes responsáveis pelo descenso do River Plate, maior campeão argentino com 33 títulos e que nunca havia caído nos seus 110 anos de história.

- Eles são os grandes culpados. Não os jogadores. Estou desolado. Não sei o que fazer a não ser chorar – disse Ezequiel, solitário torcedor do River Plate, sentado em frente a uma das entradas do estádio.

Segundo emissoras de TV locais, organizadas do River Plate prometem uma passeata ainda nesta segunda-feira para protestar contra a diretoria.

 

Ezequiel desolado com o rebaixamento do seu River (Foto: Marcos Felipe / GLOBOESPORTE.COM)  

Drama do River nas manchetes

(Foto: Marcos Felipe / GLOBOESPORTE.COM)  

Calvário do River vende jornais

O drama do River Plate, como não poderia deixar de ser, ganhou as capas e manchetes de todos os jornais de Buenos Aires. Principal diário esportivo da Argentina, o jornal “Olé” esgotou-se nas bancas do centro da capital em menos de uma hora.

Na TV, o assunto também era o mesmo. Canais disponibilizavam vídeos amadores gravados por torcedores que mostravam o embate entre policiais e "barrabravas" (nome dado aos membros violentos de organizadas de times argentinos) após a partida no Monumental.            

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