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Após a morte da mãe, patinadora conquista o bronze

Após a morte da mãe, patinadora conquista o bronze

Atualizado: Sexta-feira, 26 Fevereiro de 2010 as 12

No último domingo, Joannie Rochette foi acordada às 6h por seu pai na Vila Olímpica de Vancouver com a notícia de que sua mãe, Therese, havia morrido, vítima de um ataque cardíaco quando viajava para assistir à sua apresentação nos Jogos. Apesar da tragédia familiar, a canadense decidiu que era preciso seguir em frente e já foi treinar no mesmo dia. Em menos de uma semana, ela enfrentaria o desafio pelo qual dedicou todo seu esforço durante quatro anos. A tarefa de conquistar serenidade psicológica para entrar na pista era mais difícil do que superar as adversárias na disputa da patinação artística. Mas nada era impossível para a vice-campeã mundial. Nesta quinta, ela respirou fundo, esticou as mãos ao céu e pediu proteção. Após saltos, rodopios e poses para os juízes, o choro deu lugar ao sorriso no terceiro lugar no pódio. Joannie Rochette tornou-se uma medalhista olímpica.

Ao deixar a pista de gelo, Rochette olhou fixamente para cima, como se agradecesse à sua mãe. Em seguida, a patinadora se juntou à técnica – seu pai que a treina não estava presente – e esperou ansiosamente pelo resultado. No fim, o somatório de 131.28 pontos mostrou à canadense que sua persistência tinha sido compensada e ela, então, subiu ao terceiro lugar do pódio, aplaudida pela torcida emocionada O ouro ficou com a sul-coreana Yu-Na Kim (228.56) e a prata com a japonesa Mao Asada (205.50). 

Em outra final não menos emocionante, uma multidão de rostos famosos e anônimos se uniu para torcer pela seleção nacional no Canada Hockey Place. Na partida que teve muitos gritos da torcida na arquibancada e rivalidade à flor da pele na quadra, a festa vermelha e branca foi o maior destaque. Diante do incentivo de hinos e bandeiras, a seleção feminina de hockey anfitriã derrotou os Estados Unidos por 2 a 0 e conquistou a terceira medalha de ouro olímpica consecutiva, explodindo a comemoração pela cidade de Vancouver.

Logo no primeiro tempo, Marie-Philip Poulin definiu a partida. Com dois gols, um aos 13m55 e outro aos 16m50s, a jogadora impôs o jogo canadense e não deu chances às americanas. Mas quem brilhou mesmo foi a goleira Shannon Szabados, que parou o ataque adversário, apesar de ser bombardeada no segundo período. Já no terceiro, apesar do aumento dos ânimos, as donas da casa apenas administraram o resultado para levar a torcida à loucura ao apito final do juiz.

A Finlândia completou o pódio do hóquei feminino. Com o placar de 3 a 2 sobre a Suécia, a equipe europeia ficou com a medalha de bronze.

Bielorusso conquista primeiro ouro olímpico de seu país

Mais um atleta que deu orgulho ao seu país foi Alexei Grishin. O esquiador conquistou o primeiro ouro olímpico da história da Bielorrússia ao terminar a prova do estilo livre aéreo com 248.41 pontos. A prata ficou com o americano Jeret Peterson (247.21) e o bronze com o chinês Zhongqing Liu (242.53) 

Na prova do slalom gigante, disputada pela brasileira Maya Harrisson, desclassificada por perder uma porta na primeira descida, surpresa no alto do pódio. A atual campeã Julia Mancuso não fez uma boa apresentação pelo segundo dia consecutivo e terminou apenas no oitavo lugar. A medalha de ouro foi conquistada pela alemã Viktoria Rebensburg, com o tempo de 2m27s15, seguida pela eslovena Tina Maze (2m27s15) e pela austríaca Elisabeth Goergl (2m27s25).

Já no combinado nórdico, a soberania foi americana. Bill Demong e Johnn Spillane subiram aos dois lugares mais altos do pódio ao terminarem a prova em 24m46s9 e 25m02s9, respectivamente. O bronze foi do austríaco Bernhard Gruber (25m43s7).

E no cross country por equipes feminino, a Noruega conquistou mais uma medalha de ouro em Vancouver. O time europeu venceu a disputa com o tempo de 5519s5. A Alemanha chegou em segundo lugar, a 24s6 da campeã, e a Finlândia ficou em terceiro (a 30s4).

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