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Após caso João Vitor Andrés defende protesto e até suspensão de rodada

Após caso João Vitor Andrés defende protesto e até suspensão de rodada

Atualizado: Quinta-feira, 13 Outubro de 2011 as 11:46

Imagens do momento da agressão a João Vitor, do

Palmeiras (Foto: Reprodução/RedeTV)

  O presidente do Corinthians, Andrés Sanches, defendeu a união entre atletas e clubes contra a violência no futebol. O dirigente é a favor da suspensão de alguma rodada do Campeonato Brasileiro depois que o volante João Vitor foi agredido por torcedores do Palmeiras em frente à loja do clube, em São Paulo. O mandatário disse ainda que, se o problema tivesse ocorrido no Timão, a equipe não teria entrado em campo contra o Botafogo.

- Quando vira agressão, todo futebol brasileiro tem de se unir. Não deveria haver rodada hoje. É coisa grave, estão perdendo o controle em alguns clubes. Daqui a pouco, alguém vai dar tiro, facada. Os jogadores são profissionais, acertaram e erram. Um atleta tomar um tapa é um absurdo. Temos de nos preocupar muito, fazer um protesto grande. Não podemos admitir agressão. É preocupante. Se fosse aqui, o Corinthians não entraria em campo – afirmou.   O presidente corintiano cobrou mais atitude do sindicato dos atletas e se colocou à disposição para não deixar o caso ser esquecido. No início do ano, após a eliminação na Taça Libertadores, torcedores do Corinthians foram até o CT Joaquim Grava para protestar. O carro de alguns funcionários chegou a ser danificado por pedras. Na chegada do ônibus que transportava os jogadores, mais objetos foram arremessados. Ninguém se feriu.

- No que depender de mim, vou fazer de tudo para haver um protesto de atletas e clubes. Fui criticado por deixar portão aberto para torcedor entrar. Xingar e cobrar faz parte. Agressão é um absurdo. Daqui a pouco, ninguém mais vai querer jogar futebol. No Palmeiras é a quarta ou quinta vez que acontece. O sindicato tem que tomar alguma atitude forte – ressaltou.

Sanches, aliás, é um dos fundadores de uma das principais torcidas organizadas ligadas ao Corinthians. O dirigente, porém, evitou generalizar o caso.

- Eu sou de torcida organizada, mas nunca bati em ninguém. Recebo todas as organizadas no Corinthians, já abri portão para protestar e incentivar, mas tudo dentro de um limite – completou.        

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