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Após início no Inter, Lucas Gaúcho quer brilhar no São Paulo e na sub-20

Após início no Inter, Lucas Gaúcho quer brilhar no São Paulo e na sub-20

Atualizado: Terça-feira, 21 Dezembro de 2010 as 8:38

Lucas Gaúcho nasceu em Esteio, no interior do Rio Grande do Sul, e por seu talento tinha tudo para brilhar defendendo as cores do Grêmio ou do Internacional. E foi justamente no Colorado que iniciou a carreira aos 10 anos. Mas por obra do destino, não foi no clube do Beira-Rio que o jogador se profissionalizou, mas sim no São Paulo. Curiosamente, esse foi o caminho inverso ao tomado pelo companheiro de Seleção sub-20, o apoiador Oscar, que lutou na justiça para ser liberado do Tricolor, e foi atuar na equipe comandada por Celso Roth. Mas antes de chegar ao São Paulo, Lucas Gaúcho ainda teve uma passagem por duas temporadas pelo São José, do Rio Grande do Sul. E foi apenas em 2008 que o Tricolor percebeu o talento do jogador em  um time de empresários. Naquela epoca, o atacante tinha 16 anos.

- Participei de um campeonato nessa equipe e alguns olheiros estavam lá. Acabaram me levando para o São Paulo - contou.

Lucas Gaúcho lembra que a sua trajetória no futebol não foi fácil. De família humilde, ele faz questão de agradecer aos dirigentes do Internacional e do São José, que o ajudavam a bancar as passagens para seguir participando dos treinos nas categorias de base. Mas o atacante tem um carinho especial pela família, que o apoiou nos momentos bons e ruins.

- Tinha que pegar dois, três ônibus para ir treinar. O Inter dava as passagens, dava o apoio. Foi difícil, não tinha de onde tirar. Meu pai não tinha carro e já era difícil. No São José, o pessoal também ajudava. Tinha o meu padrinho, que também foi importante. Ele tinha uma estrutura financeira ótima, mas acabou falecendo em 2008 quando eu cheguei ao São Paulo.

O atacante, hoje profissional do São Paulo, relembra com carinho de Alcides. A morte do tio, porém, não é motivo de tristeza para Lucas Gaúcho, que prefere guardar as boas recordações que passou com o ente querido.

- Não posso dizer que foi uma perda irreparável. Gostava muito dele e guardei os bons momentos. Guardo com muito carinho o que passou, as coisas que aconteceram para não me sentir mal. Fico feliz de lembrar dele de um jeito bom para não ficar chateado - contou Lucas Gaúcho, que tem três irmãos (Amanda, Mateus e Gabriel). Já no Tricolor e morando no alojamento do clube, Lucas Gaúcho relembrou da dificuldade do primeiro ano longe de Esteio. Segundo o jogador, a vontade de jogar tudo para o alto passou algumas vezes pela sua cabeça.

- O primeiro ano foi o mais difícil. Dava vontade de ir embora, largar tudo de mão. Devo tudo aos meus familiares que sempre me apoiaram. Eles falavam que eu logo voltaria para casa. Sempre que tinha uma brecha eu ia visitar os meus pais (Guaíra e Juarez). Devo tudo para a minha família - disse o jogador, exibindo uma tatuagem em agradecimento.

Fã do ex-jogador Romário, Lucas Gaúcho tem personalidade. Ao observar o atleta por alguns minutos, todos percebem o jeito gozador, principalmente ao lado dos companheiros. Uma brincadeira com o cabelo de um, a piada com o jeito de falar do outro. No entanto, com as câmeras ligadas, o tímido atacante parece travar com os holofotes.

- Não sou tímido fora das câmeras. Quando estou na frente dela é que aparece a timidez - contou o jogador, que marcou um belo gol de letra diante do Vasco, em São Januário, em novembro, pelo Campeonato Brasileiro, tudo bem longe do garoto que usa frases curtas diante de tantos microfones na Seleção sub-20.

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