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Após polêmica na Alemanha, chefão da F-1 faz defesa do jogo de equipe

Após polêmica na Alemanha, chefão da F-1 faz defesa do jogo de equipe

Atualizado: Terça-feira, 27 Julho de 2010 as 2:04

Bernie Ecclestone, chefe comercial da Fórmula 1, acha que a melhor maneira de evitar a polêmica causada pelo resultado do GP da Alemanha é liberar as equipes para decidir o que seus pilotos farão na pista. Em Hockenheim, a equipe italiana mandou que Felipe Massa cedesse a liderança para o companheiro Fernando Alonso após uma mensagem por rádio.

- Preciso confessar que concordo com qualquer um que pense isso. Se fazemos as pessoas chamar isso de equipe, precisamos que eles sejam uma equipe. Os carros precisam ser exatamente iguais, os pilotos vestem os mesmos macacões. Por isso todos têm de parecer um time que disputa corridas. Acredito que as equipes precisam ter liberdade para tomar suas decisões. Esta é minha opinião - diz Ecclestone, em entrevista ao site da TV inglesa Sky Sports.

A Ferrari recebeu uma multa de US$ 100 mil (cerca de R$ 178 mil) por atitude antidesportiva e será julgada pelo Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no dia 10 de setembro, na sede da entidade na Place de la Concorde, em Paris. A equipe italiana terá de se explicar após ter sido considerada culpada por ter ordenado a troca de posições entre seus pilotos no GP da Alemanha. O resultado da corrida em Hockenheim ainda está sub júdice.

Os comissários consideraram em Hockenheim que a Ferrari infringiu os artigos 39.1, que proíbe ordens de equipe, e 151c, que fala sobre atitudes antidesportivas que sujem a imagem do esporte. Eles começaram a investigar o caso logo após o término da corrida, neste domingo em Hockenheim. Stefano Domenicali, chefe da equipe, e Massimo Rivola, diretor, tiveram de ir à torre de controle do autódromo para explicar o incidente e as ordens codificadas na comunicação por rádio.

A regra que proíbe o jogo de equipe foi introduzida na Fórmula 1 em 2002, após o vexame do GP da Áustria. Na ocasião, a Ferrari mandou Rubens Barrichello ceder a vitória a Michael Schumacher, o que causou enorme polêmica. Aos 78 anos, Ecclestone é um dos membros do Conselho Mundial e não pode comentar sobre o incidente da Alemanha. Mas ele acha que esta regra deve acabar.

- Não sei, precisamos ver. É algo que precisa ser discutido. Sei que uma equipe é uma equipe e elas deveriam ser liberadas para tomar suas decisões. Ninguém deveria interferir. Mas é claro que se elas fizerem algo perigoso, estarão com problemas.

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