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Aprendendo com os melhores do mundo

Aprendendo com os melhores do mundo

Atualizado: Terça-feira, 26 Fevereiro de 2008 as 12

Aprendendo com os melhores do mundo

 

Convivendo com campeões olímpico e mundiais, Rodriguinho

é um exemplo de  humildade e perseverança para quem quer chegar lá

 

Rodrigo de Gennaro Leme, 28 anos, o Rodriguinho, capitão do Santander/São Bernado, é hoje um dos melhores levantadores do Brasil. Filho da técnica de Hortolândia, Maricilda de Gennaro Leme e do ex-jogador de voleibol Luis Antônio Leme, ele teve o privilégio de atuar ao lado de campeões olímpicos e mundiais, como Maurício, Ricardinho, Marcelinho e Talmo.

Sonhando com uma oportunidade na Seleção Brasileira de Vôlei, apesar de reconhecer as dificuldades para chegar lá, o jogador, que nasceu em Campinas, fala um pouco sobre a sua carreira.

Guia-me: Como foi o início da sua carreira?

Rodriguinho: Pratiquei vários esportes, mas o vôlei já estava no sangue. Comecei no interior de São Paulo e logo depois vim para a capital. Fiz a peneira do Santander / São Bernardo por duas vezes e não consegui passar, pois ainda era muito novinho. Mas minha família sempre me incentivou muito e nunca me deixou desistir. Hoje, estou muito feliz por jogar aqui depois de muitos anos e realizar um sonho de infância que era fazer parte deste projeto que é referência no voleibol brasileiro.

Guia-me: Como foi a experiência de jogar ao lado de levantadores consagrados como Rodriguinho: Talmo, Ricardinho, Marcelinho e Maurício?

Rodriguinho: Aprendi muito com cada um deles. Eu era jovem e tive a oportunidade de jogar ao lado dos meus ídolos, o que foi muito importante para a minha carreira e para o meu crescimento. Admiro muito todos eles e procurei aprender o que cada um tem de melhor, seja no estilo se jogar ou na personalidade, já que eles são muito diferentes. Tive um grande aprendizado.

Guia-me: O que você absorveu de cada um desses craques?

Rodriguinho: Do Talmo peguei a tranqüilidade e a serenidade dentro e fora das quadras. No Maurício, admirava o seu toque perfeito na bola e sempre busco a sua precisão. No Ricardinho, gosto muito da sua coragem e procuro ter um pouco da sua ousadia. Já o Marcelinho é um levantador mais cadenciado e me espelho nele para colocar as bolas de segurança.

Guia-me: Como era ter de "disputar" a posição com eles?

Rodriguinho: Me lembro que eu jogava o campeonato inteiro de titular e quando chegavam as finais, os levantadores mais experientes voltavam da Seleção Brasileira e eu ficava no banco. Mas, eu entendia numa boa porque era jovem, tinha apenas 19 anos, e sabia que aquele momento de grande responsabilidade era deles.

Guia-me: É difícil ser "novato"?

Rodriguinho: Sempre me lembro desses fatos que aconteceram ao longo da minha carreira e tento passar aos mais jovens o que eu aprendi. É necessário ter muita paciência, tranqüilidade, dedicação e nunca desistir, pois as oportunidades sempre surgem.

Guia-me: Você sonha em conquistar uma vaga na Seleção Brasileira?

Rodriguinho: Com o alto nível dos jogadores da minha posição na Seleção Brasileira o caminho para vestir a camisa verde e amarela é complicado. O Brasil sempre teve excelentes levantadores e é muito difícil chegar lá. Mas todo jogador trabalha para isso.

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