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'Aprendi com Bernardinho que o que importa é o todo', diz Giovane

'Aprendi com Bernardinho que o que importa é o todo', diz Giovane

Atualizado: Segunda-feira, 25 Abril de 2011 as 9:44

Giovane ergue o troféu de campeão da Superliga (Foto: Divulgação / CBV)

  O olhar mais parecia o de uma criança diante do brinquedo que mais desejava ganhar. A medalha recebeu beijos e não foi tirada do peito. Giovane estava de novo no alto do pódio da Superliga depois de derrotar o Cruzeiro, só que agora como treinador. Desde que decidiu se aventurar na nova carreira em 2007, houve quem o apoiasse e também quem considerasse um risco grande demais a ser assumido. O bicampeão olímpico resolveu apostar e entrou para a história: é o primeiro brasileiro a ter títulos como atleta e técnico na competição. O que era para envaidecer qualquer um, provocou timidez no comandante do Sesi.

- Ah é interessante... Mas eu aprendi com o Bernardinho nos tempos de seleção que isso não importa. O principal é o todo e não o individual, e essa equipe é maravilhosa. Ele dizia que quando se ganha a gente fica com a alma mole e a virtude dele foi sempre fazer as pessoas terem vontade de ganhar como se nunca tivessem ganhado. Esse título veio mais rápido do que eu esperava. Só que eu ainda tenho muito a melhorar e a aprender. Minha vida vai ser assim a partir de agora: aprender cada vez mais - disse.

Giovane não tem vergonha de admitir que ainda não tem toda a experiência que a função exige. E, por isso mesmo, recorre à experiência de seus jogadores e adotou uma postura democrática para se enriquecer seu conhecimento. Foi assim, com a força de todos, que superaram problemas e construíram uma campanha vitoriosa.

- O que prevaleceu foi a força do grupo. Eu gosto de dividir. Tivemos dificuldades ao longo do caminho, com contusões e dúvidas. E a ajuda deles me dava força porque eu tinha que tomar decisões todo dia. Sou grato também à ajuda que recebemos de fora. Eu e minha comissão técnica temos a oportunidade de falar com a comissão da seleção. Nos espelhamos mesmo. Sou grato por essa ajuda.

Giovane com os filhos Giulia, Tiago (no colo) e Gianmarco (Foto: Danielle Rocha / Globoesporte.com)

  Na noite anterior à decisão com o Cruzeiro, a emoção tomou conta do elenco. O discurso motivacional ganhou imagens. Os pais gravaram vídeos lembrando histórias de superação de cada integrante da equipe e também deles para criá-los. A ideia da psicóloga Anahy Couto era mostrar que tinham um DNA campeão e que vencer estava no sangue de cada um deles. A mãe do líbero Serginho, por exemplo, lembrou do presente (uma saladeira) que recebeu dele, pago com o primeiro salário que recebeu como empacotador de um mercado quando ainda tinha sete anos.

- Jogar uma final por si só já era uma grande motivação. Mas esse resgate de sentimentos foi um estímulo importante. Eu mesmo, no fundo, no fundo, tinha esse temor de perder de novo no Mineirinho como nas outras duas vezes (numa Superliga e numa Liga Mundial). Agora nós temos que comemorar bem essa conquista porque na semana que vem já temos que tentar melhorar esse time para a próxima temporada.        

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