MENU

Argentina vence a Alemanha em amistoso cercado de rivalidade

Argentina vence a Alemanha em amistoso cercado de rivalidade

Atualizado: Quinta-feira, 4 Março de 2010 as 12

As seleções de Alemanha e Argentina chegaram ao amistoso desta quarta-feira causando preocupação em suas torcidas. Os principais motivos para isso foram vistos no jogo no Allianz-Arena, em Munique, embora os visitantes possam ao menos comemorar a vitória por 1 a 0, resultado que dá moral cem dias antes da Copa do Mundo.

Se o nível técnico não foi dos melhores, o jogo pelo menos teve cara de Copa do Mundo: divididas, faltas duras e muita determinação de ambos os lados. O único gol foi marcado por Higuaín, atacante do Real Madrid, no fim do primeiro tempo. Os argentinos mostraram muita disposição e pouca inspiração, dependendo em excesso de Lionel Messi, que não esteve em seus melhores dias. Pelo lado dos alemães, que vinham de dez partidas de invencibilidade, faltaram criatividade no meio-campo e poder ofensivo.  

Esta foi a primeira vez que as duas seleções se enfrentaram desde o confronto pelas quartas de final da Copa de 2006 - na ocasião, a alemã levou a melhor na disputa por pênaltis. A Argentina pode ter feito seu último amistoso antes do Mundial na África do Sul, caso o jogo contra o Canadá (no dia 24 de maio) seja mesmo cancelado, a pedido de Maradona. Já a Alemanha terá três oportunidades - contra Malta, Hungria e Bósnia - para resolver seus problemas.  

Primeira conclusão a gol aos 37 minutos

Jogando na casa do adversário, a Argentina iniciou a partida com a estratégia de sufocar a Alemanha, adiantando os homens de frente para atrapalhar a saída de bola e exercendo forte marcação no resto do campo. Às vezes, terminava em faltas duras, como as dos zagueiros Demichelis e Samuel (em Ozil e Klose), punidos com o cartão amarelo.

O problema era quando o time de Maradona tinha que tomar a iniciativa. Os lances se repetiam, um atrás do outro: Verón recebia o passe na defesa, para fazer a ligação com o meio-campo, e logo era a vez de Messi conduzir a bola, tentando um drible e em seguida um passe para Higuaín ou Di María. Sem o apoio de Otamendi e Heinze pelas laterais, a Argentina tinha dificuldade de chegar à área.

Do outro lado, a Alemanha ainda tentava variações de jogadas de ataque, mas não tinha sucesso em qualquer uma delas. Com exceção de um chute descalibrado de Lahn, o mais perto que os donos da casa estiveram do gol foi num pênalti não marcado de Otamendi em Klose.

Assista aos melhores momentos da partida:

Os dois únicos lances de perigo na primeira etapa vieram nos últimos minutos. Aos 37, Di María se livrou de dois marcadores e acertou uma bomba no travessão, após leve desvio do goleiro Adler. Foi o primeiro chute a gol na partida. No último minuto regulamentar, a Argentina fez 1 a 0. Di María iniciou contra-ataque com um ótimo lançamento, e Adler saiu na sua intermediária para tentar interceptar a bola. Levou um drible da vaca de Higuaín, que concluiu para o gol vazio.

Alemanha reforça ataque com Cacau

A Alemanha começou o segundo tempo com Mario Gomez no lugar de Klose. A Argentina, que voltou do intervalo sem substituição, foi obrigada a fazer duas com nove minutos - Clemente Rodríguez e Nicolás Burdisso entraram nos lugares de Heinze e Demichelis, machucados. Quando o segundo ia sendo retirado de campo, os responsáveis pela maca deixaram-no cair (assista no vídeo abaixo).

Os argentinos tiveram uma boa chance para fazer 2 a 0 logo aos cinco minutos, quando Adler deu um passe nos pés de Verón, que errou ao tentar encobrir o goleiro. Até o fim da partida, no entanto, foi a Alemanha que tomou a iniciativa, invertendo os papéis da primeira etapa.

O técnico Joachim Low tentou reforçar seu poder ofensivo, colocando Cacau no lugar de Özil e dando uma companhia na frente para Mario Gomez e Podolski. A Alemanha se manteve no campo de ataque, e o brasileiro teve boa participação, inclusive obrigando o goleiro Romero a difícil defesa, aos 30 minutos. Os donos da casa trocavam passes, fazendo a bola rodar de um lado a outro, e exploravam as jogadas aéreas. No último lance, até o goleiro Adler foi para a área na tentativa de se redimir do gol argentino, sem sucesso.

A vitória foi garantida na base da garra, mas também com um toque de categoria. Os visitantes fizeram o tempo passar e arrancaram gritos de "olé" no Allianz-Arena ao manter a posse de bola por mais de um minuto. Burdisso até teve a chance de marcar o segundo gol, aos 40 minutos, mas errou a conclusão após cobrança de falta de Verón.

A Alemanha jogou com: Adler, Boateng, Mertesacker, Tasci e Lahm; Schweinsteiger (Sami Khedira), Ballack, Thomas Müller (Toni Kroos) e Özil (Cacau); Podolski e Klose (Mario Gómez).

A Argentina teve Romero, Otamendi, Demichelis (Nicolas Burdisso), Samuel e Heinze (Clemente Rodríguez); Jonás Gutiérrez, Mascherano, Verón (Bolatti) e Messi; Di María e Gonzalo Higuaín (Tevez).

veja também