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Armadilha previsível: Fla vacila na bola aérea e é derrotado pelo Potosí

Armadilha previsível: Fla vacila na bola aérea e é derrotado

Atualizado: Quinta-feira, 26 Janeiro de 2012 as 8:17

O Flamengo saiu na frente do placar, teve fôlego para superar os 4.000 metros de altitude, mas não foi capaz de conter o perigo que vinha do alto. Depois de fazer 1 a 0, gol de Luiz Antonio, o Rubro-Negro caiu numa armadilha previsível: as bolas aéreas. Com vacilos da zaga, o time foi derrotado por 2 a 1 pelo Real Potosí, nesta quarta-feira à noite, no estádio Victor Agustín Ugarte, e está em desvantagem na disputa pela última vaga no Grupo 2 da Taça Libertadores. Os dois gols, de Centurion e Brittes, foram de cabeça.
O dia que começou festivo com o anúncio oficial da contratação de Vagner Love terminou com uma ducha de água fria.

A partida de volta está marcada para a próxima quarta-feira, às 21h50m, no Engenhão. Os bolivianos vão jogar por qualquer empate. Uma vitória por 1 a 0 é suficiente para os rubro-negros. Se devolverem o placar da Bolívia, a decisão da vaga irá para os pênaltis. Qualquer triunfo do Flamengo por um gol de diferença, a partir de 3 a 2, dá a classificação ao Real Potosí pelos gols marcados fora de casa.
O Flamengo volta a jogar no próximo sábado, pelo Campeonato Carioca, contra o Macaé. Assim como na estreia, Luxa vai escalar uma equipe formada por reservas e garotos. O confronto será no estádio Cláudio Moacyr, em Macaé, às 17h (de Brasília).


O Real Potosí não terá qualquer compromisso antes da partida decisiva. A estreia da equipe no Campeonato Boliviano, inicialmente marcada para o dia 29, foi adiada para fevereiro. O classificado vai entrar no Grupo 2, que tem Emelec-EQU, Lanús-ARG e Olimpia-PAR.

Fla sai na frente, mas vacila na defesa
A participação do Flamengo na fase preliminar da Libertadores se iniciou com um susto. Logo no começo do jogo, o árbitro Líber Prudente anulou gol de Brittes, que cometera falta em Felipe. O Rubro-Negro começou sendo traído pela velocidade que a bola ganha na altitude e errou passes em demasia, algo comum na última temporada. Com um meio-campo com quatro volantes (Airton, Willians, Luiz Antonio e Renato), o time não mostrou qualquer criatividade.
O Potosí teve a primeira chance em chute de longe de Eduardo Ortiz, mas Felipe entrou em ação. Seria apenas a primeira de uma série de seis defesas difíceis na partida. O goleiro voltou a aparecer bem em cobrança de falta de Centurión. Ronaldinho Gaúcho percebeu a dificuldade da equipe na saída de bola e pediu ao camisa 1 que evitasse os chutões para que zagueiros e volantes saíssem jogando.

Na primeira finalização do Flamengo, Renato arriscou de longe e assustou o goleiro Henry. Em seguida, Deivid chutou rasteiro, um pouco desequilibrado, mas com perigo. O Rubro-Negro até teve mais posse de bola, com Ronaldinho tentando voltar para armar as jogadas. Mas o resultado ofensivo foi quase zero. Mesmo assim, na arquibancada, a torcida do Leão das Alturas mostrou-se preocupada e silenciou.
No entanto, o time da casa conseguia finalizar mais - e sempre com chutes de fora da área, como uma finalização de Pool que passou por cima do travessão.
Mesmo mal, o Rubro-Negro foi mais eficiente. Aos 29 minutos, Léo Moura invadiu a área, deu dois dribles desconcertantes no adversário e rolou para Luiz Antonio, perto da marca do pênalti, fazer 1 a 0. Primeiro gol do volante como profissional do clube em 14 jogos. Na comemoração, Léo foi muito festejado pelos companheiros. Durante os oito dias de preparação em Sucre, o camisa 2 se destacou pelo vigor físico e qualidade técnica.

Mas os brasileiros mal conseguiram comemorar. Depois de bola alçada na área, a zaga parou, Felipe não saiu, Willians não acompanhou, e Centurión, de cabeça, empatou a partida, aos 31.
Ainda no primeiro tempo, começou a chover, e a temperatura caiu para aproximadamente cinco graus. O Potosí se animou e teve nova chance. Felipe evitou o gol de Ortiz.
Ronaldinho teve atuação discreta e só apareceu bem no fim da primeira etapa, quando conseguiu uma finalização e um bom passe. O camisa 10 e Deivid passaram todo o primeiro tempo muito distantes um do outro e chegaram a discutir sobre posicionamento no fim da etapa inicial.
Antes do intervalo, o time boliviano chegou bem novamente. Felipe salvou outra vez. O Potosí conseguiu 11 finalizações contra apenas quatro do Rubro-Negro. Mas o time de Vanderlei Luxemburgo levou a melhor na posse de bola: 54% contra 46%.


Zaga também falha no segundo gol
No início do segundo tempo, o Potosí seguiu alçando a bola na área rubro-negra. O ataque rubro-negro não funcionava, Renato errava passes simples, enquanto Luiz Antonio aparecia para encostar no ataque. O lado direito do Fla se mostrava mais ativo, com Willians, Luiz Antonio e Léo Moura.
O Flamengo recuou muito antes do gol, deu campo aos bolivianos e acabou punido. Aos 12 minutos, a equipe boliviana novamente se aproveitou da fragilidade da zaga rubro-negra na bola alta. Rivero teve total liberdade para olhar para a área e cruzar. Mal posicionado, David Braz deixou Brittes livre para cabecear e virar o jogo: 2 a 1.
Negueba e Bottinelli entram, e R10 joga adiantado

Vanderlei Luxemburgo tirou Airton e Deivid para as entradas de Bottinelli e Negueba, respectivamente. As mudanças surtiram pouco efeito. Ronaldinho, que no primeiro tempo participou mais da armação das jogadas, foi deslocado para o ataque e pouco produziu, sumindo em campo.
O Potosí seguiu com domínio do jogo diante de um Flamengo sem reação, com pouquíssima criação de jogadas pelo meio e sem conseguir finalizar.
O projeto Libertadores está em risco. E o sinal de alerta, ligado.

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